Camaçari Fatos e Fotos https://bkpcff.mateusorrico.com.br Sat, 01 Nov 2025 14:21:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/wp-content/uploads/2025/09/favicon-150x150.png Camaçari Fatos e Fotos https://bkpcff.mateusorrico.com.br 32 32 Operação Magna Fraus: Polícia Federal cumpre mandados em Camaçari https://bkpcff.mateusorrico.com.br/operacao-magna-fraus-policia-federal-cumpre-mandados-em-camacari/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/operacao-magna-fraus-policia-federal-cumpre-mandados-em-camacari/#respond Fri, 31 Oct 2025 15:11:53 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/operacao-magna-fraus-policia-federal-cumpre-mandados-em-camacari/ A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a segunda fase da Operação Magna Fraus, para desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias. Conduzida pela Polícia Federal, com o apoio do Cyber GAECO do Ministério Público do Estado de São Paulo, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em onze cidades do país, dentre elas, Camaçari.

A operação investiga um esquema desviou mais de R$ 813 milhões de contas usadas por bancos e instituições de pagamento para gerenciar transferências PIX de seus clientes.

No início da tarde a Polícia Federal informou que  ao longo da segunda fase estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão (19 preventivas e 7 temporárias) nas cidades de Goiânia/GO, Brasília/DF, Itajaí/SC, Balneário Camboriú/SC, São Paulo/SP, Praia Grande/SP, Belo Horizonte/MG, Betim/MG, Uberlândia/MG, João Pessoa/PB e Camaçari/BA. Além das buscas e das prisões, também foram determinadas medidas de bloqueio de bens e valores, na ordem de até 640 milhões de reais da quadrilha.

De acordo com a investigação, parte dos investigados estão no exterior. No entanto, a polícia está monitorando os suspeitos e  as prisões internacionais estão sendo executadas simultaneamente, com apoio do Centro de Coordenação e Comando da Interpol, dos Escritórios da Interpol no Brasil, Espanha, Argentina e Portugal e da Brigada Central de Fraudes Informáticos da Polícia Nacional da Espanha.

Os suspeitos estão sendo investigados pelos  crimes de “organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro”. A primeira fase da Operação Magna Fraus foi deflagrada em julho deste ano.

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Com investimento de R$ 38 milhões, retomada da Fafen Camaçari deve gerar 750 empregos https://bkpcff.mateusorrico.com.br/com-investimento-de-r-38-milhoes-retomada-da-fafen-camacari-deve-gerar-750-empregos/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/com-investimento-de-r-38-milhoes-retomada-da-fafen-camacari-deve-gerar-750-empregos/#respond Fri, 31 Oct 2025 14:46:44 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/com-investimento-de-r-38-milhoes-retomada-da-fafen-camacari-deve-gerar-750-empregos/ Anunciada no início do mês, a retomada da operação das Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA) faz parte do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) para aumentar a produção brasileira de fertilizadores agrícolas e reduzir a dependência externa, o que deve produzir reflexos na economia regional. Para isso, será investido em torno de em R$ 38 milhões, gerando 750 empregos diretos e priorizando a mão de obra local.

Essa movimentação está sendo acompanhada pela Prefeitura de Camaçari, que se reuniu com representantes da Petrobras na quarta-feira (29), para debater etapas finais dos preparativos que compõem a retomada das atividades. “A gente está muito esperançoso, porque o objetivo não é só gerar emprego, é também a retomada no mercado e o alcance no mercado internacional. A cidade vive uma fase de reabertura daquilo que já funcionou no passado e agora retorna com força total”, destacou o prefeito Luiz Caetano (PT).

A planta instalada em Camaçari tem importância estratégica para o fortalecimento da cadeia produtiva nacional de fertilizantes, conforme salienta o gerente de processamento e gás natural, Wagner Felício de Oliveira. “Todo mundo quer essa fábrica de Camaçari funcionando novamente. As outras fábricas de operações da Petrobras ganham maior projeção e sustentabilidade por meio da integração entre todas as plantas”, explicou.

Seguindo o plano nacional do Governo Federal, conduzida pela Petrobras com foco na elevação  da produção brasileira de fertilizantes agrícolas, a  empresa Engeman foi selecionada, por meio de edital público, para realizar a operação e manutenção das plantas por cinco anos, em modelo O&M (Operação e Manutenção). A nova operação vai aproveitar as estruturas já existentes, que agora passam por um processo de modernização.

Com o investimento para a retomada, a estimativa inicial é de que a planta de Camaçari possa alcançar uma produção diária de até 1,3 mil toneladas de ureia perolada/dia, além de outros derivados nitrogenados, como a amônia e o agente redutor líquido automotivo (Arla 32). A previsão é que a produção na planta inicie até o final deste ano.

Além da importância para a economia nacional, a reativação da planta também é uma boa notícia para quem está desempregado. Segundo a secretaria de Desenvolvimento Econômico de Camaçari (Sedec), Adriana Marcele, o Centro de Integração e Apoio ao Trabalhador (CIAT), está inserido no processo,  realizando a intermediação de mão de obra. “Só nessa fase de reativação da fábrica já encaminhamos para entrevistas mais de 140 trabalhadores, em seis funções distintas”, informou.

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Polícia do Rio divulga lista com nomes dos 99 mortos em operação que foram identificados pelo IML https://bkpcff.mateusorrico.com.br/policia-do-rio-divulga-lista-com-nomes-dos-99-mortos-em-operacao-que-foram-identificados-pelo-iml/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/policia-do-rio-divulga-lista-com-nomes-dos-99-mortos-em-operacao-que-foram-identificados-pelo-iml/#respond Fri, 31 Oct 2025 14:42:09 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/policia-do-rio-divulga-lista-com-nomes-dos-99-mortos-em-operacao-que-foram-identificados-pelo-iml/ A Cúpula da Segurança Pública do Rio de Janeiro divulgou, na manhã desta sexta-feira (31), a lista com 99 nomes já identificados entre os 117 suspeitos mortos na megaoperação da polícia do Rio de Janeiro nos complexos da Penha e do Alemão na terça-feira (28).

De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi:

78 tinham histórico criminal — incluindo acusações de homicídio e tráfico de drogas;
42 estavam foragidos.
39 eram de outros estados (13 do Pará, 7 do Amazonas, 6 a Bahia, 4 do Ceará, 4 de Goiás, 3 do Espírito Santo, 1 do Mato Grosso e 1 da Paraíba).

Chefes da facção em outros estados mortos:

Chico Rato, de Manaus (AM);
DG (BA);
FB (BA);
Fernando Henrique dos Santos (GO);
Gringo, de Manaus (AM);
Mazola, de Feira de Santana (BA);
PP (PA);
Rodinha, de Itaberaí (GO);
Russo, de Vitória (ES).

Segundo Curi, os complexos da Penha e do Alemão passaram a ser o QG do Comando Vermelho em nível nacional, e o centro de decisão para todos os outros estados em que a facção criminosa tem atuação.

“A investigação e as informações de inteligência mostram que lá nos complexos da Penha e do Alemão são onde são feitos treinamentos de tiros, para os marginais serem formados aqui e voltarem aos seus estados de origem para disseminar a cultura da facção”, afirmou o secretário.

Desde terça, agentes do Instituto Médico-Legal (IML) do Centro do Rio realizaram uma força-tarefa para identificar os corpos. Além dos 117 suspeitos, 4 policiais, dois civis e dois militares, também morreram na ação, a mais letal da história do RJ. Os corpos dos agentes mortos já foram enterrados.

Mais cedo, em uma rede social, o governador Cláudio Castro disse que vai continuar trabalhando contra o crime organizado.

“Nosso trabalho é livrar a sociedade do tráfico, da milícia, de todo aquele que prejudica o nosso direito de ir e vir. Nós continuaremos trabalhando com técnica e respeito à lei, para que a gente possa estar devolvendo o direito de ir e vir”, afirmou Castro.

Objetivo era desarticular o CV

A operação, que envolveu 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, tinha como objetivo desarticular o Comando Vermelho e cumprir cerca de 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão.

A ofensiva resultou em confrontos intensos, especialmente na Serra da Misericórdia, onde dezenas de corpos foram encontrados por moradores e levados até a Praça São Lucas, no Complexo da Penha, para facilitar o reconhecimento.

Moradores relataram cenas de horror. “Eu moro aqui há 58 anos. Nunca vi isso. Vai ser difícil esquecer. Essa cena aqui pra mim foi trágica”, disse uma moradora. Outro comparou o cenário a uma catástrofe natural: “A cidade tá igual tragédia, como quando tem tsunami, terremoto, com corpo espalhado em cima do outro”.

Principal alvo fugiu

O traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca era o principal alvo da operação mas conseguiu escapar do cerco policial. O criminoso é considerado o maior chefe do Comando Vermelho (CV) em liberdade — na hierarquia, ele está abaixo apenas de Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, ambos presos em penitenciárias federais.

Segundo Victor Santos, secretário de Segurança Pública do Rio, o criminoso usou “soldados” do tráfico para fazer uma barreira e escapar da operação. O Disque Denúncia do Rio oferece R$ 100 mil para quem tiver informações sobre ele.

Segundo consta em sua ficha criminal, Doca nasceu em 1970 em Caiçara — há divergências em registros das próprias autoridades se sua origem é Caiçara no Rio Grande do Sul ou Caiçara na Paraíba.

Ele entrou para o crime há pelo menos 20 anos. Em 2007, foi preso em flagrante por porte de arma e tráfico de drogas, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio.

Balanço da operação

121 mortes, sendo 117 suspeitos e 4 policiais
113 presos, sendo 33 de outros estados, como Amazonas, Bahia, Ceará, Pará e Pernambuco
10 menores infratores apreendidos
91 fuzis, 26 pistolas, 1 revólver apreendidos
1 tonelada de drogas apreendida

Lista completa dos mortos identificados

Adailton Bruno Schmitz da Silva, 35 anos
Adan Pablo Alves de Oliveira, o Madruga, 28 anos
Aleilson da Cunha Luz Junior, o Madrugadão, 26 anos
Alessandro Alves de Souza, 32 anos
Alessandro Alves Silva, 19 anos
Alexsandro Bessa dos Santos, o Prejudicado, 51 anos
Alisom Lemos Rocha, o Russo ou Gordinho do Valão, 27 anos
Anderson da Silva Severo, o Maestro / Uander, 38 anos
André Luiz Ferreira Mendes Junior, o Cabeludo, 22 anos
Arlen João de Almeida, o Terrorista / João, 31 anos
Brendon César da Silva Souza, 25 anos
Bruno Correa da Costa, o Bruno, 30 anos
Carlos Eduardo Santos Felício, 21 anos
Carlos Henrique Castro Soares da Silva, o Soldado, 27 anos
Cauãn Fernandes do Carmo Soares, 19 anos
Célio Guimarães Júnior, 29 anos
Claudinei Santos Fernandes, o CL, 17 anos
Cleideson Silva da Cunha, o Loirinho, 27 anos
Cleiton Cesar Dias Mello
Cleiton da Silva, o Mãozinha, 33 anos
Cleiton Souza da Silva
Cleys Bandeira da Silva, 26 anos
Danilo Ferreira do Amor Divino, o Mazola, 38 anos
Diego dos Santos Muniz, 29 anos
Diogo Garcez Santos Silva, o DG, 31 anos
Douglas Conceição de Souza, o Chico Rato, 32 anos
Eder Alves de Souza, 37 anos
Edione dos Santos Dias, 35 anos
Edson de Magalhães Pinto, o Mangote, 21 anos
Emerson Pereira Solidade, o Piter, 27 anos
Evandro da Silva Machado, 38 anos
Fabian Alves Martins
Fabiano Martins Amancio, 28 anos
Fabio Francisco Santana Sales, 36 anos
Fabricio dos Santos da Silva
Felipe da Silva, o Tíuba, 32 anos
Fernando Henrique dos Santos, 29 anos
Francisco Myller Moreira da Cunha, o Gringo / Suiça, 32 anos
Francisco Nataniel Alves Gonçalves, 48 anos
Francisco Teixeira Parente, o Mongol, 30 anos
Gabriel Lemos Vasconcelos, 23 anos
Gustavo Souza de Oliveira
Hercules Salles de Lima, 24 anos
Hito José Pereira Bastos, o Dimas, 31 anos
Jean Alex Santos Campos
Jeanderson Bismarque Soares de Almeida, o Bis, 33 anos
Jonas de Azeredo Vieira, 29 anos
Jônatas Ferreira Santos, o Joni Visão, 37 anos
Jonatha Daniel Barros da Silva, 18 anos
José Paulo Nascimento Fernandes
Josigledson de Freitas Silva, o Gleissim / Traquino, 34 anos
Juan Marciel Pinho de Souza, 20 anos
Kauã de Souza Rodrigues da Silva
Kauã Teixeira dos Santos, 18 anos
Kleber Izaias dos Santos
Leonardo Fernandes da Rocha, 35 anos
Luan Carlos Dias Pastana, o Luan Castanhal, 35 anos
Luan Carlos Marcolino de Alcântara, o Tubarão, 24 anos
Lucas da Silva Lima, o LK / Pezão, 29 anos
Lucas Guedes Marques, 29 anos
Luciano Ramos Silva, 32 anos
Luiz Carlos de Jesus Andrade, o Zóio, 23 anos
Luiz Claudio da Silva Santos, 28 anos
Luiz Eduardo da Silva Mattos, 21 anos
Maicon Pyterson da Silva, o DJ, 28 anos
Maicon Thomaz Vilela da Silva, o MK, 31 anos
Marcio da Silva de Jesus, 22 anos
Marcos Adriano Azevedo de Almeida, o BC / Beiço / Mateus / Matheus, 32 anos
Marcos Antonio Silva Junior, 25 anos
Marcos Vinicius da Silva Lima, o Rodinha / Brancão / MV, 27 anos
Marllon de Melo Felisberto, o Branquinho ou Balão, 28 anos
Maxwel Araújo Zacarias, o Dedão, 38 anos
Michael Douglas Rodrigues Fernandes, 28 anos
Michel Mendes Peçanha, o Diguerra, 14 anos
Nailson Miranda da Silva, o Moju / Mujuzinho, 27 anos
Nelson Soares dos Reis Campos, o Cabeludo, 27 anos
Rafael Correa da Costa
Rafael de Moraes Silva, 31 anos
Ricardo Aquino dos Santos
Richard Souza dos Santos, o Prejudicado, 20 anos
Rodolfo Pantoja da Silva, 28 anos
Ronald Oliveira Ricardo, 25 anos
Ronaldo Julião da Silva, 46 anos
Tiago Neves Reis, 26 anos
Vanderley Silva Borges, 28 anos
Victor Hugo Rangel de Oliveira, 32 anos
Vitor Ednilson Martins Maia, o Ipixuna do Pará, 25 anos
Wagner Nunes Santana
Waldemar Ribeiro Saraiva, o Fantasma, 21 anos
Wallace Barata Pimentel, o Pizza, 27 anos
Wellington Brito dos Santos, 20 anos
Wellinson de Sena dos Santos, 20 anos
Wendel Francisco dos Santos, 24 anos
Wesley Martins e Silva, o PP, 27 anos
Willian Botelho de Freitas Borges, 23 anos
Yago Ravel Rodrigues Rosário, o Ravel do CV, 19 anos
Yan dos Santos Fernandes, 20 anos
Yure Carlos Mothé Sobral Palomo, 23 anos
Yuri dos Santos Barreto, 22 anos

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Ativistas denunciam “massacre” em ação policial no Rio https://bkpcff.mateusorrico.com.br/ativistas-denunciam-massacre-em-acao-policial-no-rio/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/ativistas-denunciam-massacre-em-acao-policial-no-rio/#respond Fri, 31 Oct 2025 14:11:51 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/ativistas-denunciam-massacre-em-acao-policial-no-rio/ Ativistas que acompanharam a retirada de mais de 60 corpos de uma área de mata no Complexo do Penha, um dia após a maior operação policial realizada no Rio de Janeiro nos últimos 15 anos, classificam o evento como uma “chacina” e um “massacre” promovidos por forças de segurança.

O empreendedor Raull Santiago, nascido no Morro do Alemão, foi um dos primeiros a noticiar o encontro dos corpos. Ele usou transmissões ao vivo pelas suas redes sociais.

“Essa é a face da cidade maravilhosa, que é capital na América Latina quando a gente pensa em turismo. E eu amo a minha cidade, o meu estado, a minha favela, mas há esses momentos em que a desigualdade grita, o poder direciona o seu ódio e traz na prática mais brutal possível o seu recado para quem vive em comunidades como a nossa”, lamentou.

Contagem

“Infelizmente, pela minha realidade, eu já estou acostumado a ver corpos, baleados, estraçalhados. Mas, [com] isso aqui, eu nunca vou me acostumar”, disse Raull Santiago sobre o choro das mães diante dos corpos de seus filhos.

Nessa terça-feira (28), dia da operação, 64 mortos foram confirmados, incluindo quatro policiais. No entanto, pelo menos outros 70 corpos foram retirados por moradores de áreas de mata. Seis foram localizados no Complexo do Alemão e deixados no Hospital Estadual Getúlio Vargas durante a noite, e outros 64 foram encontrados no Complexo da Penha e reunidos em uma praça da comunidade, de onde foram recolhidos posteriormente pelo Corpo de Bombeiros.

Se não houver duplicidade nos números e se todos os corpos encontrados realmente tiverem sido vítimas da operação, o número de mortos pode passar de 130.

“Tanto essas execuções, quanto os policiais que morreram, tudo isso [são] marcos históricos que gritam a ineficiência da política de segurança pública do Rio de Janeiro. Ou, pior que isso, a eficiência dela, a forma como ela é desenhada, estruturada, pensada e aplicada para lidar com algumas vidas”, afirmou Santiago.

“Da favela para dentro, tiro, porrada, bomba, invasão, desrespeito, chacina, massacre. Em outros endereços, o tratamento é quase vip”, criticou.

Responsabilização

O presidente da organização não governamental Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, também acompanhou a retirada dos corpos nesta manhã e pediu responsabilização do governador do estado, Cláudio Castro, pela tragédia. Ele lembrou, entretanto, que esse episódio se assemelha a muitos outros já ocorridos no estado.

“O que há de novo nesse massacre? Apenas a sua extensão, a quantidade de mortos… O que não há de novo é essa política de segurança pública, a destruição da vida do morador de comunidade. Quando ouvimos as respostas sobre a operação, ouvimos o que foi falado há 40, 50 anos atrás”, lamentou.

“As causas desse gravíssimo problema social já foram elucidadas, mas por que medidas tão óbvias não são implementadas? Porque falta vontade política. Porque quem morre são os moradores de comunidades e porque são eleitos homens que conseguem chegar aos mais altos postos com o discurso do “bandido bom é bandido morto”, completou o presidente da ONG Rio de Paz.

O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, tem defendido a megaoperação. Segundo ele, a ação foi planejada ao longo de seis meses, como resultado de mais de um ano de investigações, contou com o aval do Poder Judiciário e foi acompanhada pelo Ministério Público do estado.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil criticaram a ação que gerou um grande impacto na capital fluminense e não atingiu o objetivo de conter o crime organizado. Para a professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) Jacqueline Muniz, a operação foi amadora e uma “lambança político-operacional”.

Movimentos populares e de favelas também condenaram as ações policiais e afirmaram que “segurança não se faz com sangue”.  A Federação das Associações de Favelas do Rio de Janeiro (Faferj) divulgou nesta quarta-feira (29) uma carta pública de repúdio contra o que foi chamado de “massacre dos Complexos da Penha e do Alemão”.

“Os relatos de horror que emergiram dessas comunidades – com cenas de guerra, execuções sumárias, violação de domicílios, impedimento de socorro a feridos e a total suspensão dos direitos mais básicos – não são incidentes isolados. São a face mais crua de uma política de segurança pública falida e genocida, que há décadas trata as favelas e seus moradores como territórios inimigos e cidadãos de segunda categoria”, diz o documento.

A Faferj também manifestou indignação por acreditar que a vida dos moradores das favelas está sendo tratada como “dano colateral em operações que, sob o pretexto de combater o crime, semeiam terror, luto e trauma coletivo.” Diz assim que a política de segurança atual apenas “aprofundou o abismo social, naturalizou a violência de Estado e perpetuou um ciclo de morte que só interessa ao projeto de extermínio da população pobre e negra deste país.”

Além das palavras de repúdio, o documento traz também reivindicações da organização, como a “desmilitarização das abordagens policiais nas favelas” e a construção de uma nova política de segurança pública pautada pelo cuidado e pela garantia de direitos.

Para a Federação, um “sistema que funcione” precisa contemplar também políticas de educação, com escolas em tempo integral, lazer, com a criação e manutenção de espaços de convivência e cultura. A Faferj reivindica ainda medidas de emprego e renda, como capacitação e criação de vagas formais, e de habitação, como saneamento básico, urbanização e regularização fundiária.

“Segurança se faz com presença do Estado, não com invasão. Com políticas sociais, não com políticas de morte. Com vida digna, não com luto permanente”, conclui o documento.

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Por que polícia do Rio ainda não divulgou lista de mortos e presos na operação contra o CV https://bkpcff.mateusorrico.com.br/por-que-policia-do-rio-ainda-nao-divulgou-lista-de-mortos-e-presos-na-operacao-contra-o-cv/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/por-que-policia-do-rio-ainda-nao-divulgou-lista-de-mortos-e-presos-na-operacao-contra-o-cv/#respond Fri, 31 Oct 2025 13:58:05 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/por-que-policia-do-rio-ainda-nao-divulgou-lista-de-mortos-e-presos-na-operacao-contra-o-cv/ As autoridades do Rio de Janeiro não divulgaram, até o momento, os nomes de 117 mortos e dos 113 detidos na megaoperação contra o Comando Vermelho, a ação policial mais letal da história do Brasil.

Oficialmente, os únicos nomes divulgados foram os dos quatro policiais que morreram na operação:

Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, comissário da 53ª DP (Mesquita);
Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, 3º sargento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope);
Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, 3º sargento do Bope.

“Meu filho era amor, meu filho era sorriso. Os bandidos encurralaram ele, assim como o delegado. Aquele infeliz do [governador do Rio] Cláudio Castro sabia que os policiais não tinham condição de encarar o CV. Meu filho só tinha 40 dias de corporação”, lamentou a mãe de Rodrigo, Débora Velloso Cabral, no enterro do policial na quarta-feira, segundo o registro do jornal O Globo.

A operação provocou críticas de movimentos de direitos humanos, que classificam a ação no Rio como uma chacina e questionam sua eficácia como política de segurança.

O grande número de mortos também foi criticado pelo Alto Comissariado dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que se disse “horrorizado” com a operação nas favelas.

Na madrugada de terça para quarta-feira, moradores do Complexo da Penha levaram dezenas de corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região.

Os corpos foram retirados, em sua maioria, da mata, uma região conhecida como Pedreira, área de floresta no Complexo da Penha, e fizeram dobrar o total de mortos da operação até então.

Ali, familiares iniciaram o reconhecimento de alguns corpos.

Isabela Nascimento foi uma dessas pessoas. Madrinha de Jonatha Barreto da Silva, de 18 anos, ela afirmou ter ficado espantada com o estado em que encontrou o afilhado na Praça São Lucas.

“O meu afilhado não vai poder ter velório, vai ser caixão fechado por causa do estado dele”, disse ela à BBC News Brasil, em frente ao Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Rio, na quarta-feira (29/10), onde ela e outros parentes aguardavam chamados para identificação e liberação dos corpos.

“Ele é do Pará, veio para cá pequeno. A mãe dele é presidiária e ele não conhecia o pai”, contou, explicando porque se considerava responsável por encontrá-lo e por enviar o corpo de volta ao Estado de origem do rapaz.

Além de Isabela, a BBC News Brasil conversou com outros seis familiares de pessoas que morreram durante a operação, constituindo uma lista de 7 nomes:

Jonatha Barreto da Silva, de 18 anos
Fabian Alves Martins, de 22 anos
Luiz Carlos de Jesus Andrade, de 23 anos
Alessandro Alves da Silva, de 19 anos
Juan Souza Maciel, de 20 anos
Márcio da Silva de Jesus, 22 anos
Aleilson da Cunha, 26 anos

Questionadas, a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil do Rio de Janeiro não responderam, até o fechamento desta reportagem, por que as identidades dos mortos nem dos presos ainda não foram reveladas, nem mesmo parcialmente. A Polícia Militar direcionou a demanda à Polícia Civil.

Segundo a assessoria da polícia, até o momento, cerca de 100 corpos já passaram por exame de necrópsia e parte deles foi liberada para a retirada pelas famílias.

Em entrevista coletiva de imprensa, Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, disse que espera que o trabalho seja concluído até o fim da semana.

Na porta do IML na quarta-feira, Marcela Alves Martins, de 25 anos, contou que veio com os pais do Espírito Santo para liberar o corpo do irmão, Fabian Alves Martins, de 22 anos.

“A gente pediu tanto para ele sair dali e ir para casa”, disse ela.

Eduardo Brasil, amigo de Fabian que trabalhava com ele em forros de PVC em Cachoeira de Itapemirim (ES), acompanhou a família do amigo até o Rio de Janeiro.

“Ele disse que veio para tentar mudar de vida, conseguir buscar novas oportunidades. E acabou acontecendo isso”, diz

De acordo com balanço oficial, além dos mortos, 113 pessoas foram presas, sendo que 33 de outros Estados.

Assim como Fabian e Jonatha, Luiz Carlos de Jesus Andrade, de 23 anos, também não era do Rio de Janeiro.

Maria Clara, de 17 anos, mãe do filho de dois anos de Luiz Carlos, disse que eles eram da Bahia e que ele não era envolvido com o crime.

“Ele trabalhava lá na Penha de mototáxi, não era envolvido com nada disso. Se levassem preso, até por ele não ter feito nada, a Justiça ia ver que ele era inocente. Mas não, preferiram matar porque não tem volta”, disse.

Maria Clara afirmou que Luiz Carlos enviou mensagens para ela entre as 8h e 10h da terça-feira (28/10), pedindo ajuda para não morrer.

“Ele mandou o áudio falando ‘eu vou morrer, eu vou morrer. A gente está encurralado, não consegue sair’.”

Da mesma forma, Aline Alves da Silva, de 20 anos, contou que seu irmão, Alessandro Alves da Silva, de 19 anos, enviou um áudio pedindo ajuda.

“[Mandou áudio] pedindo pra ir socorrer ele. Ele estava no meio do tiroteio. Mandou para minha mãe, mandou para a ex-mulher dele, mandou para minha irmã. E elas tentaram ir lá, todo mundo. Eu tentei também”, diz.

O Ministério Público Federal pediu, na terça-feira, ao IML do Rio de Janeiro acesso em até 48 horas a todos os dados da perícia dos corpos das vítimas da megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro. Entre outros detalhes, o MPF quer saber de que distância foram feitos disparos, por exemplo.

Nesta quinta, a Defensoria Pública da União (DPU) protocolou medida cautelar pedindo autorização para acompanhar perícias técnicas dos corpos. A solicitação foi feita no âmbito da ADPF 635 — conhecida como “ADPF das Favelas” — que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e regula as operações policiais para reduzir a letalidade.

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro também entrou com um pedido no STF para garantir o acesso com seu corpo técnico integrante do Núcleo de Investigação Defensiva (NIDEF) ao IML para acompanhar as perícias.

“Infelizmente alguns [corpos] que vi enfileirados aguardando remoção apresentavam marcas [de tortura]”, disse à BBC News Brasil Fabiana da Silva, da ouvidoria da Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

Parte dos corpos foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, que fica na Penha. Foi lá que Mariana Chaves, ex-companheira de Juan Souza Maciel, de 20 anos, reconheceu o corpo do ex-marido no hospital e que, além da perda, foi alvo de constrangimento.

“Eu entrei no hospital para reconhecer o corpo dele, e os próprios policiais riram da nossa cara. Isso é desumano, não entra na minha cabeça. Independentemente da vida que ele levam, são seres humanos”, afirmou.

Fabiana da Silva diz que a Defensoria também tomou conhecimento dessa informação, por meio de familiares. Um documento foi produzido por ela com relatos de moradores, e enviado para o núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública e outros organismos do poder público e organizações da sociedade civil.

‘Era o nosso filho, meu e dela. Ela pariu e eu criei’

“Ela cuidou dele desde quando tava na minha barriga”, disse Rosiane Costa da Silva, na porta do IML, se referindo a Selma Elias de Jesus, tia-avó de Márcio da Silva de Jesus, 22 anos, também morto na operação.

Elas foram reconhecer o corpo do rapaz. “Era o nosso filho, meu e dela. Ela pariu e eu criei”, disse Selma, que entrou na mata atrás do corpo de Márcio.

Já Joyce, esposa de Aleilson da Cunha, 26 anos, lamentava sobre a filha de seis anos do casal já ter tomado conhecimento de que o pai morreu.

“Eu tentei negar, mas ela disse: mamãe para de mentir, eu sei, já sei que meu papai morreu. Como que eu vou falar que não?”, contou.

O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) pediram na terça-feira explicações do governador do Rio de Janeiro sobre a operação policial, considerando, entre outros pontos, sua alta letalidade.

Os órgãos pediram que o governo de Cláudio Castro demonstre se não havia “meio menos gravoso” — ou seja, menos violento — de atingir seus objetivos na segurança pública.

Até o momento, não há inquérito instaurado para investigar possíveis abusos cometidos por policiais. O Ministério Público do Rio de Janeiro está fazendo uma “investigação independente” dos fatos relacionados à operação.

Na quarta-feira, o delegado Felipe Curi afirmou que a Polícia Civil está instaurando inquérito para investigar moradores da Penha por fraude processual, pois, segundo ele, teriam tirado a roupa de combate de alguns dos corpos levados à Praça São Lucas.

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Empreendedoras Braskem: projeto que capacita mulheres certifica nova turma em Camaçari https://bkpcff.mateusorrico.com.br/empreendedoras-braskem-projeto-que-capacita-mulheres-certifica-nova-turma-em-camacari/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/empreendedoras-braskem-projeto-que-capacita-mulheres-certifica-nova-turma-em-camacari/#respond Fri, 31 Oct 2025 13:28:33 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/empreendedoras-braskem-projeto-que-capacita-mulheres-certifica-nova-turma-em-camacari/ O Projeto Empreendedoras Braskem é uma iniciativa voltada ao incentivo e a capacitação profissional de mulheres para empreender e gerar renda. A ação realizada em Camaçari, forma mais uma turma na próxima terça-feira (4), em um evento exclusivo para convidados. A cerimônia acontece na Casa do Trabalho, reunindo 47 mulheres que participaram da formação.

Durante o curso, as mulheres tiveram aulas sobre empreendedorismo e livre iniciativa, desenvolvendo competências nas áreas de Recursos Humanos, Finanças, Produção, Marketing e Vendas. Ao todo, foram 60 horas de aprendizagem em 20 encontros semanais.

A formação contou ainda com aulas práticas, onde as participantes puderam aprimorar seus próprios produtos, elaborando relatórios e calculando lucro, passando por toda a experiência de ter um empreendimento na prática. A capacitação foi ministrada pela Junior Achievement Bahia.

Além da certificação das participantes, a cerimônia de formatura contará com apresentações rápidas dos 10 negócios que mais se destacaram durante o curso. Os empreendimentos serão avaliados por uma comissão julgadora composta por autoridades municipais e empreendedoras da cidade.

Participam da banca, a secretária de Desenvolvimento Econômico de Camaçari (Sedec), Adriana Marcele; a secretária da Mulher do município de Camaçari (Semu), Branca Patrícia; a administradora, CEO do Camaçari Notícias e apresentadora do CNCAST, Gisa Souza; pela chef especializada em gastronomia funcional e infantil, Priscila Santos; e a especialista em contabilidade e finanças, perita contábil e consultora financeira, Jaqueline Oliveira, que também representa a Associação de Jovens Empreendedores da Bahia (AJE Bahia) e é conselheira fiscal da Associação Brasileira de Startups (Abstartup).

As três melhores iniciativas irão receber premiação em dinheiro. A Braskem não informou o valor a ser doado.

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Via de acesso ao Polo de Apoio ficará interditada nos próximos dias https://bkpcff.mateusorrico.com.br/via-de-acesso-ao-polo-de-apoio-ficara-interditada-nos-proximos-dias/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/via-de-acesso-ao-polo-de-apoio-ficara-interditada-nos-proximos-dias/#respond Fri, 31 Oct 2025 13:20:59 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/via-de-acesso-ao-polo-de-apoio-ficara-interditada-nos-proximos-dias/ A Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinfra), divulgou um comunicado sobre a interdição da Travessa Jorge Amado. A via que dá acesso ao Polo de Apoio está interditada desde quinta-feira (30), para a realização de serviços de manutenção na rede de drenagem pluvial.

De acordo com a Seinfra, a intervenção será necessária para garantir o bom funcionamento do sistema de escoamento das águas e evitar transtornos futuros causados por acúmulo ou infiltração. Mesmo com uma obra anterior de requalificação realizada no local, a Avenida Jorge Amado ainda apresenta pontos de alagamento em períodos de chuvas intensas.

A interdição, deve durar 10 dias. Durante a obra, o acesso ao Polo de Apoio pode ser realizado através da Rua do Bronze ou pela Travessa Jorge Amado, no sentido Novo Horizonte – Polo de Apoio.

Em nota, a Seinfra pede a compreensão dos moradores e condutores e reforça que a ação “é essencial para promover mais segurança e infraestrutura viária na região”.

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VÍDEO – “Meninos que nunca pegaram em fuzis”: deputado do PL denuncia morte de inocentes em operação no Rio https://bkpcff.mateusorrico.com.br/video-meninos-que-nunca-pegaram-em-fuzis-deputado-do-pl-denuncia-morte-de-inocentes-em-operacao-no-rio/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/video-meninos-que-nunca-pegaram-em-fuzis-deputado-do-pl-denuncia-morte-de-inocentes-em-operacao-no-rio/#respond Fri, 31 Oct 2025 13:12:36 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/video-meninos-que-nunca-pegaram-em-fuzis-deputado-do-pl-denuncia-morte-de-inocentes-em-operacao-no-rio/ O deputado federal Otoni de Paula (PL-RJ), aliado de Jair Bolsonaro e apoiador do governador Cláudio Castro (PL), fez um discurso duro na Câmara dos Deputados denunciando o assassinato de inocentes durante a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, a mais letal da história do estado, com mais de 120 mortos.

Pastor evangélico e figura de destaque da direita fluminense, Otoni afirmou que quatro dos jovens mortos eram filhos de membros de sua igreja e que nunca tiveram envolvimento com o tráfico. “Morreram quatro ontem, meninos que nunca portaram fuzis, mas estão sendo contados no pacote como se fossem bandidos”, declarou, emocionado.

O deputado criticou o racismo estrutural e a indiferença do Estado diante das vítimas das favelas. “Sabe quem é que vai saber se são bandidos ou não? Nunca, ninguém vai atrás. Preto, correndo em dia de operação na favela, é bandido. Preto, com chinela havaiana, sem camisa, pode ser trabalhador. Correu, é bandido”, afirmou.

Em tom de protesto, Otoni destacou que é “fácil, para quem está no asfalto”, comemorar a letalidade policial. “É fácil subir nesta tribuna e dizer: que bom, matou. É porque o filho de vocês não está lá dentro. Como o meu está o tempo todo dentro de uma comunidade, e sabe qual é o meu pânico? É que ele é preto.”

Otoni classificou a ação como um “teatro espetacular” montado pelo governo do estado para produzir uma falsa sensação de segurança.

“Que esta espetacularização que estamos vendo, essa guerra ideológica, acabe. No momento, temos vítimas sofrendo  e essa vítima não é o traficante, porque morrem dez e nascem mil. A vítima é o povo, que está no meio disso tudo servindo de massa de manobra para político safado e incompetente”, disse o parlamentar.

Após o discurso, o deputado foi criticado nas redes sociais por supostamente se alinhar à esquerda. Em resposta, voltou à tribuna e reafirmou sua posição conservadora. “Eu não sou de esquerda, nunca votei em Lula nem no PT. Mas o que o povo viu ontem foi um teatro espetacular proporcionado pelo governador do Rio para dar a falsa impressão de que algo está sendo resolvido”, afirmou.

Ele também criticou a ausência de políticas permanentes nas comunidades e a lógica das operações pontuais e midiáticas. “A polícia entra e sai, não ocupa o território. Os policiais são vítimas tanto quanto os moradores. A metodologia de combate ao crime não será eficaz enquanto o Estado não sufocar o dinheiro do crime e o dinheiro do crime não está na favela”, disse.

Otoni encerrou pedindo que o país olhe para as favelas com humanidade. “Que Deus tenha misericórdia do meu povo. Que essa espetacularização que estamos vendo acabe”, concluiu.

Veja o vídeo

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Governo federal anuncia criação de Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado https://bkpcff.mateusorrico.com.br/governo-federal-anuncia-criacao-de-escritorio-emergencial-de-combate-ao-crime-organizado/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/governo-federal-anuncia-criacao-de-escritorio-emergencial-de-combate-ao-crime-organizado/#respond Fri, 31 Oct 2025 12:01:36 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/governo-federal-anuncia-criacao-de-escritorio-emergencial-de-combate-ao-crime-organizado/ Após a trágica operação policial contra o Comando Vermelho realizada na terça-feira (28), no Rio de Janeiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), trataram pessoalmente sobre a mais letal incursão da história da polícia do Rio de Janeiro, que resultou em mais de 120 mortos. Na reunião realizada na quarta-feira (29), Lewandowski e Castro anunciaram a criação de um escritório emergencial de combate ao crime organizado.

O escritório emergencial será coordenado pelo secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, e pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubb, além de contar com profissionais especializados do governo federal para fortalecer ações de segurança pública. De acordo com o ministro, estarão à disposição do governador e das autoridades de segurança,  peritos criminais que podem ser mobilizados pela Força Nacional e também de outros estados, além de médicos legistas, odontólogos e peritos.

Está previsto, que dentro da estrutura emergencial criada, também atuarão o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), com foco na descapitalização das organizações criminosas, mediante inteligência financeira, recuperação de ativos e assessoramento especializado em investigações de lavagem de dinheiro, e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), uma estrutura de cooperação criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com órgãos estaduais e federais de segurança.

O Governo Federal anunciou ainda, que até o fim do ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) aumentará o efetivo no Rio de Janeiro em 50%, o que resulta em um total de 350 policiais a mais atuando no estado.

O presidente Luís Inácio Lula não participou da reunião, mas declarou nas redes sociais seu apoio para o enfrentamento da violência e do crime organizado. “Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”, divulgou.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também se pronunciou e comentou as ações do Governo do Brasil contra operações criminosas que financiam o crime organizado. Na ocasião, ele alertou o governo do Rio de Janeiro a acompanhar as operações, sobretudo as relacionadas ao setor de combustíveis.

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‘Do Alto’ – Mexendo no ‘time’ que está perdendo o Jogo! https://bkpcff.mateusorrico.com.br/do-alto-mexendo-no-time-que-esta-perdendo-o-jogo/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/do-alto-mexendo-no-time-que-esta-perdendo-o-jogo/#respond Thu, 30 Oct 2025 21:51:09 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/do-alto-mexendo-no-time-que-esta-perdendo-o-jogo/ (…)Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele’, (Filipenses 1:29). ‘(…)no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo’. (João 16:33).

Sejam quais forem as palavras que eu vá usar para te fazer refletir no Do Alto de hoje, nenhuma delas conseguirá jamais expressar nem minimamente o que você, seja você um/a dos que enganam, ou dos que estão sendo enganados, irá sentir através desse trabalho audiovisual, lincado aí à baixo.

Porém não prevarique, se a mensagem te tocar, envie para tantas quantas pessoas o Espírito Santo te sugerir, que o teu gesto certamente te será imputado como Justiça, naquele Grande Dia.

Dê um clique AQUI – e boa reflexão.

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