FHC, “julga” que crime de corrupção é mais grave do que caixa dois

.

.

Segundo Fernando Henrique Cardoso:

“[… No importante debate travado pelo país distinções precisam ser feitas. Há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa dois para financiamento de atividades político eleitorais, erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido, daquele que obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção…]”

Parece que o ex-presidente perdeu a oportunidade de dizer um “impropério”. A Odebrecht pagou algo em torno de US$ 3,39 bilhões em caixa dois entre 2006 e 2014, segundo o procurador da república Rodrigo Janot, e que segundo o relator no TSE, a Odebrecht se apropriou do poder público no Brasil.

Essa fala “rupestre”, provavelmente será uma frase com peso semelhante à dita por Paulo Maluf em 1.966 por ocasião campanha para Celso Pitta: “Se ele não for um grande prefeito, nunca mais vote em mim!”. Pitta foi eleito e acabou fazendo uma péssima gestão.

São pérolas de nossas frases ditas por “nossas celebridades” políticas.

Claro que no Brasil a amnésia políticas acomete à maioria dos brasileiros, deixando de lado apenas aos que não entenderam o que foi dito, “um montão de gente portadores de título de eleitor”, que elegem os grandes líderes políticos tal como Dilma, Lula entre outros.

Mas, voltando à análise do sentido da frase, podemos entender que o tal “caixa 2”, é um crime tão nefasto como a mencionada corrupção, pois é filho da mesma mãe: – a corrupção – tão vulgarizada no seio nos nossos ilibados políticos com mandatos neste momento. Dilma foi somente a “gata borralheira” que infelizmente galgou o cargo de presidente do nosso Brasil, prejudicando a cada um de nós. (claro que não foi carreira solo)

Se as poderosas empreiteiras conseguem contatos/tratos suficientes para alterar o valor dos contratos para com o Estado e empresas estatais, e, a partir daí alteram, multiplicando por n o valor dos contratos estabelecidos; isso é corrupção.

Depreende-se que tanto faz se as doações para o caixa dois sejam legítimas ou ilegítimas; se oriundas diretamente da propina amealhada ou do próprio faturamento, em tese, legal. O faturamento em si, foi faturado fiscalmente lançado, teve os impostos recolhidos (ou sonegados) e doados aos partidos políticos em forma de doação partidária para os partidos cujos políticos foram vendidos aos interesses de seus patrocinadores.

Esses valores superfaturados, absurdos, pagos por pseudos serviços deixaram de ser aplicados onde deveriam; saúde, educação, segurança pública e por aí vai; isso é corrupção.

Não basta só considerar apenas o valor denominado “propina”, mas sim TODO “farturamento” da referida empresa. Nós que recolhemos os tributos temos os nossos direitos esbulhados pelos criminosos de plantão, lá nos palácios da política. (ironicamente, os governos são sediados em palácios)

Sendo o faturamento fruto de atos ilícitos, todo valor do faturamento, por consequência, é ilícito.

Agora, a tese de FHC que caixa dois não é um crime de “corrupção”, somente seria verdadeira, se fosse uma doação legal, praticado por uma empresa legal, com faturamento legal e que não EXIGISSE algo em troca pelo patrocínio político.

 

 

Mais notícias