Foragida desde agosto, mãe do menino Carlinhos se apresenta à polícia

Foragida desde agosto de 2016, quando o comparsa foi preso pela polícia, ela se apresentou na companhia de um advogado na 18ª Circunscrição Policial (Delegacia de Camaçari) (Fotos: Reprodução e Marcelo Castro / Bocão News)
Foragida desde agosto de 2016, quando o comparsa foi preso pela polícia, ela se apresentou na companhia de um advogado na 18ª Circunscrição Policial (Delegacia de Camaçari) (Fotos: Reprodução e Marcelo Castro / Bocão News)

Dois anos após a morte do menino Carlos Henrique Moura Maia Santos e os culpados ainda não foram julgados. A mãe do garoto de 07 anos, apontada como mandante do assassinato do próprio filho, Alexandra Moura da Silva, 27 anos, se entregou à polícia nesta segunda-feira (27). Foragida desde agosto de 2016, quando o comparsa foi preso pela polícia, ela se apresentou na companhia de um advogado na 18ª Circunscrição Policial (Delegacia de Camaçari).

O menino Carlos Henrique, carinhosamente chamado de “Carlinhos”, foi morto em janeiro de 2015. Na época do desaparecimento da criança, a mãe chegou a participar de programas de TV procurando o filho. O corpo do menino foi encontrado dois dias depois do desaparecimento, às margens de um riacho.

A investigação da polícia aponta que a criança foi morta afogada por José Nilton Pereira da Silva, 35 anos, que já está preso.  Segundo a delegada titular da Delegacia Homicídios de Camaçari (DH/RMS), Maria Tereza, Nilton tinha um relacionamento com a avó materna da criança e já era suspeito do crime quando foi preso por tráfico de drogas em agosto do ano passado. Em depoimento, confessou ter afogado o menino após a promessa de Alexandra passar a noite com ele.

Ainda de acordo com o depoimento de José Nilton, a mãe mantinha envolvimento com o tráfico de drogas e obrigava o menino a fazer entregas dos entorpecentes. Quando Carlos Henrique ia passar o fim de semana na casa de Alessandra, era obrigado, pela mãe e José Nilton, a entregar droga na comunidade.

A mãe teria decidido matar o filho após o menino ouvir uma conversa entre ela e José Nilton sobre a participação em um roubo a banco. Ao perceber que o filho escutou a conversa, Alessandra teria tramado a morte de Carlos Henrique.

Na delegacia, Alessandra negou o crime. “É mentira dele, ele está mentindo. Ele é um vagabundo, descarado, mentiroso. Jamais eu ia fazer isso com meu filho”, contestou. Ainda não há informações sobre a prisão e julgamento dos acusados.

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