Ford busca aumentar a competitividade com produção genuinamente baiana

Rodada de Negócios da Indústria Automobilística da Bahia (Foto: Alberto Coutinho/GOVBA)

Rodada de Negócios da Indústria Automobilística da Bahia (Foto: Alberto Coutinho/GOVBA)

Empresários do setor automobilístico, prestadores de serviços e bancos de desenvolvimento se reuniram na sexta-feira (09), no Senai-Cimatec, em Salvador, para a primeira edição da Rodada de Negócios da Indústria Automobilística da Bahia. O encontro visa criar novas oportunidades de negócios e desenvolver ainda mais a economia do estado. Juntos, em um espaço para trocar experiências e gerar novas parcerias, eles debateram temas como plano de atração de investimentos, oportunidades da cadeia automotiva, linhas de créditos, entre outros assuntos.

A Ford foi a empresa âncora do evento que reuniu ainda, fornecedores e empresas que têm potencial para produzir na Bahia. Atualmente, no Complexo Industrial Ford Nordeste, localizado em Camaçari, dos veículos que saem da montadora baiana, 76% do conteúdo é genuinamente baiano. Com a rodada de negócios, esse número pode crescer, com a atração de novos fornecedores para a Bahia.

Essa é uma das áreas mais importantes da economia baiana. O setor de veículos automotores do estado ocupa a 6ª posição no ranking brasileiro em produção, com uma participação de 3,4% em relação ao total nacional. Com os investimentos e incentivos que vem sendo dados, o estado hoje oferece uma infraestrutura local e estradas adequadas para acesso às fábricas do complexo, e para o escoamento da produção através de uma malha rodoviária extensa e em boas condições, além dos portos e uma infraestrutura em telecomunicações e dados.

A ideia é animadora para o município de Camaçari, que já abriga o complexo do Ford. De acordo com o gerente de assuntos governamentais da Ford Brasil, João Alecrim, a expectativa da rodada de negócios é gerar mais investimentos. “Nosso interesse é investir no estado. Já fizemos outras rodadas de negócios para trazer mais investimentos para a Bahia, na tentativa de aumentar a produção, de trazer conteúdos, e vamos continuar fazendo esse esforço nos próximos anos”, afirma. 

Essa produção seria de peças e componentes que hoje são fabricados fora do estado e que a partir da produção no Estado, contribuiria para a geração de emprego e de renda, além de reduzir custos, tornando o produto baiano mais competitivo, tanto em mercados nacionais quanto internacionais.

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