O vazamento de trechos do conteúdo da delação premiada de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, e de outros executivos citando nominalmente o presidente interino, Michel Temer, e os ministro das Relações Exteriores e da Casa Civil, José Serra e Eliseu Padilha, respectivamente, tem preocupado o Planalto.
Apesar disto, a avaliação é que as acusações não possuem “materialidade” e são prematuras, já que ainda não foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de não terem nenhum impacto na reta final do processo de impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff. Oficialmente, o Planalto tem optado pelo silêncio.
Em junho, após a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado denunciando que o próprio Temer teria pedido propina de R$ 1,5 milhão para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) em São Paulo, o interino emitiu uma nota e fez um pronunciamento taxando a denúncia de “irresponsável, leviana, mentirosa e criminosa”.
Segundo a denúncia feita por Marcelo Odebrecht, a empreiteira teria repassado R$ 10 milhões em dinheiro na forma de caixa 2 para uso em campanhas de candidatos do PMDB nas eleições de 2014. A assessoria de Temer confirmou o pedido, mas alegou que as doações foram feitas dentro da legalidade. Desse montante, R$ 4 milhões teriam sido repassados para Padilha.