A partir desta terça-feira (01), o Hospital Geral de Camaçari (HGC) deixará de atender demanda espontânea, passando a atender apenas de forma referenciada. Na prática, não será mais possível receber atendimento indo direto para a emergência da unidade: os pacientes terão quer ser, obrigatoriamente, encaminhados pelo SAMU ou por outras unidades de saúde.
A adoção do modelo segue tanto os parâmetros estratégicos do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto ações do próprio governo do Estado. Procurada pelo Camaçari Fatos e Fotos (CFF), a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) informou que os demais hospitais estaduais, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) já operam no modelo referenciado e o HGC era o único que ainda recebia demanda espontânea.
A Sesab informou ainda que a mudança é permanente. “É uma mudança permanente. Todas as unidades estaduais de alta complexidade são referência para o atendimento de casos graves, enquanto que as unidades básicas de saúde e as UPAs devem atender os casos menos graves. Desta forma se dará o melhor atendimento possível para as pessoas que mais precisam do atendimento. Na avaliação da direção, isso qualifica a assistência à saúde na região”, expôs a Sesab, através da assessoria de comunicação.
Aqueles cidadãos que, por desinformação ou mera insistência continuarem buscando atendimento primário no HGC serão orientados a procurar as unidades de saúde do município. “É natural que algumas pessoas ainda busquem diretamente o hospital neste primeiro momento. Caso ocorra, elas serão orientadas a buscar outra unidade de saúde para o primeiro atendimento”, informou a Sesab.
Ruim para Camaçari, bom para 24 cidades
O Hospital Geral de Camaçari é uma unidade regional de alta complexidade. Ele tem por objetivo atender as demandas de atendimentos graves de outros 24 municípios da região leste do estado.
Assim, enquanto o modelo de atendimento a demanda espontâneas, a primeira vista, parece beneficiar a população de Camaçari – já que tem acesso facilitado ao hospital, por estar dentro da cidade – , ela prejudica todos que dependem da unidade, porque causa superlotação.
Com o modelo referenciado, a tendência é o atendimento no HGC se tornar mais rápido e melhor, para quem realmente precise receber atendimento ali. Para isso, será necessário que o município faça sua parte e ofereça atendimento adequado das unidades de saúde dos bairros e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA).
Veja também:
REFORMA? HGC passará a atender apenas via regulação
Retorno de mão-dupla na Av. Francisco Drummond ainda é ‘para breve’
COVID-19: Camaçari tem 9 novos casos e mais 1 óbito confirmado em 24 horas
Camaçari tem 100 novos casos de HIV/AIDS por ano
PANDEMIA: Prefeitura entrega cestas básicas e kit enxoval para população vulnerável
Corte de 13º salário em Camaçari é “fake news”
Exclusivo – Ex-órfã: Camaçari volta a ter representação na ALBA
Elinaldo atribui alagamentos a “chuva fora de época” e promete assistência às famílias
Federal ou estadual? Ivoneide se consolida como liderança política em Camaçari
“Ponte” construída pela prefeitura dá vexame e impõe vexame ao prefeito de Camaçari
Mesmo sem o mandato, o projeto social vai continuar, garante vereador Jackson
Sem dragagem do Rio Camaçari, população tem casas alagadas após 2h de chuva
Sofrimento: forasteiros não aguentam mais ser chamados de forasteiros em Camaçari
PRTB pede autoria e cancelamento das eleições em todo Brasil
Candidata de Camaçari denuncia erro grave na apuração dos votos
FRAUDE NAS ELEIÇÕES? Com provas, candidatos a vereador questionam falha na contagem de votos
Índice de abstenções mais que dobra em Camaçari
Camaçari: apenas 2,2% das mulheres votam em mulheres
12 dos 21 vereadores atuais deixam a Câmara no próximo ano
Mais 4 anos: Elinaldo vence eleição e permanece como prefeito de Camaçari