Idoso que sofreu queimaduras em leito de hospital passa por procedimento

Leito de isolamento após a explosão do painel, na manhã desta segunda-feira (Foto: Mauro Akin Nassor/ CORREIO)
Leito de isolamento após a explosão do painel, na manhã desta segunda-feira (Foto: Mauro Akin Nassor/ CORREIO)

O idoso de 78 anos que sofreu queimaduras depois de uma explosão dentro de um leito no Hospital do Subúrbio, está passando por um procedimento na manhã desta segunda-feira (19). Segundo diretora geral do hospital, Lícia Cavalcanti, o paciente teve 2/3 das costas queimadas no incidente. O procedimento está sendo realizado para retirar a pele queimada e evitar necrose. O nome da vítima não foi divulgado.

 

O paciente deu entrada no hospital há uma semana com insuficiência cardíaca e disfunção renal. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva 3 (UTI) do hospital, onde têm 20 leitos e 18 estavam ocupados. A diretora acredita que as queimaduras de segundo grau sofridas na manhã desta segunda-feira, não vão agravar a situação do idoso.

“Ele foi sedado para que possa fazer o procedimento cirúrgico que é uma limpeza da área queimada, mas foi em uma área superficial. Uma queimadura de segundo grau. Ele é um paciente de 78 anos que estava aqui por outras questões. Acreditamos que essa situação não irá acometer maior gravidade ao paciente”, afirmou.

A explosão aconteceu após um curto-circuito em um dos painéis que ficam no leito. O equipamento é responsável por registrar os sinais dos pacientes. Segundo a diretora,  os aparelhos passam por checagem um vez por mês, para verificar a situação das tomadas, fios, cabos e detectar possíveis vazamentos. As causas do incêndio estão sendo investigadas.

As chamas destruíram o painel e deixaram manchas na parede. O fogo foi controlado pelos brigadistas do hospital e o Corpo de Bombeiros não precisou ser acionado. Após o incidente, as equipes médicas fizeram uma revisão elétrica e de gases em todos os leitos. No momento, os funcionários trabalham na limpeza do local. A expectativa da direção da unidade é de que eles sejam liberados para uso no final da tarde desta segunda-feira.

Transferência
Por causa da explosão, todos os leitos da UTI 3 foram esvaziados. Os funcionários do hospital usaram ventilação manual para transferir os 18 pacientes que estavam no local. A movimentação atraiu a atenção de outros pacientes e acompanhantes que estavam no hospital.

A estudante de psicologia Aline Souza, 33 anos, contou que ficou assustada com a movimentação. “Eu estou com minha mãe internada, e vi a correria, quando eles passaram correndo com os pacientes na maca, a gente ficou assustado, mas parece que não era nada grave”, afirmou.

Segundo a diretora geral, todos os pacientes que estavam na UTI foram transferidos para a enfermaria e para o Centro de Recuperação Pós-Anestésica (CRPA).

“Colocamos todos eles, inicialmente, em uma enfermaria próxima. Depois levamos para o CRPA, onde estabilizamos todos. Eles foram transportados devidamente com a ventilação mecânica. Não sofreram nenhum prejuízo a sua saúde porque temos o material elétrico e ele tem bateria que suporta até 30 minutos, isso foi suficiente para transportá-los com segurança. Graças a Deus, não tivemos maiores ocorrências”, afirmou.

Em todo hospital, são 60 leitos de UTI, sendo 50 de adultos e 10 de pediatria. O paciente ferido estava em um leito de isolamento quando a explosão aconteceu – um espaço onde há, além da cama e dos aparelhos, um banheiro e um lavatório próprios. Cada UTI do hospital tem um leito de isolamento, com exceção da UTI 3, onde existem dois.

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Recepção da UTI 3, onde houve a explosão (Foto: Mauro Akin Nassor/ CORREIO)

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