O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), também defendeu nesta manhã que o Congresso discuta a proposta de lei que modifica as regras de acordos de leniência. “Precisamos encontrar uma forma, um projeto que dê segurança jurídica para que as empresas possam cumprir sua função social, que é a geração de emprego e renda”, declarou.
Imbassahy fez coro ao deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que mais cedo disse que o Parlamento não pode se acovardar diante das críticas e precisa retomar o debate sobre o tema.
“Está tudo muito confuso, tem de ter uma lei para preservar as empresas”, pregou o deputado, que é aliado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Neste momento da vida nacional, é importante que o assunto seja discutido à exaustão antes de vir ao plenário”, reforçou o tucano.
Na quarta-feira, 9, procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba concluíram que há uma nova ofensiva em curso no Congresso para “enterrar investigações” e anistiar executivos de empresas acusadas de corrupção.
O líder do PSDB concordou que a proposta inicial dava margem para esse entendimento e que não havia condições do plenário aprovar o projeto de lei. “Do jeito que estava, não dava”, comentou.
A proposta vem sendo costurada pelo líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), mas diante da repercussão negativa, ele disse que o projeto preliminar não saiu de seu gabinete. “A Lava Jato fez uma (entrevista) coletiva de um texto que não existe. Não conheço nenhum relatório que foi feito por mim”, afirmou.
O esboço de texto foi obtido pelo Broadcast Político na noite de terça-feira, 8. Moura avisou a alguns líderes governistas que vai “ampliar” a discussão antes de finalizar o projeto.
“O projeto tem de vir, não pode deixar as empresas nesta situação”, insistiu Imbassahy.
O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) defendeu nesta quinta-feira, 10, a retomada da discussão sobre a proposta de lei que modifica as regras de acordos de leniência. Aliado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Orlando disse que o Parlamento não pode se acovardar diante das críticas, seja do Ministério Público ou da imprensa, porque a retomada do crescimento econômico depende de mudanças na atual legislação.
“Está tudo muito confuso, tem de ter uma lei para preservar as empresas”, pregou o deputado.
Ontem, procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba concluíram que há uma nova ofensiva em curso no Congresso para “enterrar investigações” e anistiar executivos de empresas acusadas de corrupção.
Segundo eles, a proposta que muda a regra para acordos de leniência – espécie de delação premiada para as companhias – abre brecha para livrar executivos de punição penal.
A proposta vem sendo costurada pelo líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), mas diante da repercussão negativa, disse que o projeto preliminar não saiu de seu gabinete.
“A Lava Jato fez uma (entrevista) coletiva de um texto que não existe. Não conheço nenhum relatório que foi feito por mim”, afirmou. O esboço de texto foi obtido pelo Broadcast Político na noite de terça-feira, 8. Moura encaminhou o rascunho a algumas bancadas.
Orlando disse que é necessário colocar o tema em pauta e promover o debate. O deputado do PCdoB condenou o recuo diante da repercussão. “O Parlamento aparece às vezes acovardado. O que me incomoda é que ficamos paralisados”, criticou.
Até o momento o texto final não foi apresentado por Moura.