Indícios apontam que incêndio na antiga secretaria de Habitação de Camaçari foi criminoso

Segundo a secretária municipal, o acidente não vai prejudicar o levantamento e acompanhamento dos processos das pessoas beneficiadas pelo programa do governo federal
Segundo a secretária municipal, o acidente não vai prejudicar o levantamento e acompanhamento dos processos das pessoas beneficiadas pelo programa do governo federal

A notícia de que um misterioso incêndio atingiu uma das salas utilizadas pelo setor de Habitação do município no último final de semana, levantou várias dúvidas sobre as circunstâncias da ocorrência. A secretária da Infraestrutura e Habitação (Seinfra), Joselene Cardim, se posicionou sobre o caso e em nota divulgada na quarta-feira (15), afirmou que o incêndio não resultou na perda de dados.

Em nota, a Prefeitura Municipal informa que o incêndio atingiu um computador, uma mesa e um ar condicionado. A Seinfra prestou queixa na 18ª Delegacia Territorial de Camaçari, na última segunda-feira (13) e está aguardando a perícia técnica.

No entanto, ainda de acordo com a Prefeitura, há indícios de que foi um incêndio criminoso com tentativa de queima de arquivo. “Na sala atingida, funcionários da Seinfra encontraram restos de gasolina e vasilhame com o combustível. Desde o início do ano, vários órgãos de comunicação têm publicado notícias de pessoas que estão colocando à venda unidades do Minha Casa, Minha Vida em Camaçari, o que é proibido”, diz o comunicado oficial do governo municipal.

Porém, segundo a secretária municipal, o acidente não vai prejudicar o levantamento e acompanhamento dos processos das pessoas beneficiadas pelo programa do governo federal.  “O equipamento tinha dados dos inscritos no programa Minha Casa, Minha Vida, mas as informações estão preservadas porque temos a documentação”, afirma a titular da pasta.

A teoria apresentada pela Prefeitura, sugere que as irregularidades ligadas ao uso dos equipamentos voltados para as famílias de baixa renda podem ter ligação com o incêndio. O governo municipal lembra que muitos imóveis estão sendo anunciados em grupo e sites de compra e venda, com preços que variam de R$ 15 mil a 25 mil.

A Prefeitura informa que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão apurando as irregularidades e que serão notificados sobe todos os detalhes do caso. Entretanto, o governo, apesar da nota, não exibe imagem alguma do ambiente onde teria ocorrido o sinistro.

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