Carnaval é sinônimo de música, dança e… beijos. O clima de liberdade que toma conta da avenida é propício para achar um ‘crush’, mas também pode trazer riscos à saúde.
Conhecidos pela tradição da troca de colares por beijos, os Filhos de Gandhy desfilaram na noite desta segunda-feira, 24, pelo circuito Dodô (Barra-Ondina). João Thales, de 22 anos, trazia pendurada em seu pescoço – além dos colares -, uma placa “invisível”. Quando questionado, ele respondeu: “Essa placa aqui é para facilitar o trabalho. Não pode quebrar a tradição!”, mas acrescentou que ainda não tinha beijado ninguém. “Coronavírus está aí!”.
Em entrevista ao Portal A TARDE, o secretário de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Fábio Villas Boas falou sobre os riscos de infecções sexualmente transmissíveis e outras doenças durante o Carnaval, e afirmou, em tom de brincadeira: “O folião pode ficar tranquilo que Coronavírus ele não vai pegar, mas AIDS, Hepatite, Sífilis e gripe H1N1 estão soltos por aí”.
Thales, ao saber da improbabilidade do coronavírus, se animou: “Só por isso, agora, eu vou beijar 50 bocas”. Questionado se as ISTs não o assustavam, ele respondeu: “Só tenho medo do coronavírus. O resto pode vir, só se pega uma vez, mesmo!”. E assim ele seguiu, em busca das 50 bocas.
E o medo que se ausentou no jovem, também pareceu passar longe dos outros foliões. Das arquibancadas e das ruas, era possível ver vários beijos durante a festa.
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