Jovem morre em ação da PM e gera revolta em Valéria

Um protesto contra o assassinato de um homem que seria inocente, segundo amigos e familiares, impediu a circulação de ônibus em Nova Brasília de Valéria. Na manifestação, que começou por volta das 7h30 da manhã desta segunda-feira, 24, um grupo de cerca de 40 pessoas ateou fogo em objetos e empunhou cartazes pedindo justiça pela morte  do ajudante de pedreiro Adilton Souza de Santana,  28 anos.

Na versão relatada por vizinhos, ele teria sido baleado por policiais militares momentos após deixar uma igreja na localidade de Rio Verde,  na tarde de domingo, 23. “A polícia tem que entender que nem todo preto é ladrão, que nem todo preto é traficante. Na favela também tem gente de bem, honesta”, desabafou uma moradora.

O  Sindicato dos Rodoviários informou que, para preservar a integridade física dos profissionais, o  fim de linha dos coletivos funcionará provisoriamente na Estrada do Derba (BA-528).

Versão da corporação

A PM informou que, durante policiamento na localidade, oito homens começaram a atirar após avistarem uma equipe da 31ª CIPM (Valéria). No revide, um dos integrantes do grupo, Adilton, foi atingido pelos disparos.

Socorrido pela PM para o Hospital do Subúrbio, ele não resistiu”, disse o Departamento de Comunicação Social (DCS) da corporação, ressaltando que Adilton portava um revólver calibre 38. A ocorrência foi registrada na Corregedoria.

Sobre o susposto “excesso” durante o protesto, respondeu que houve necessidade de dispersão a fim de preservar a integridade física dos manifestantes, mas sem utilização de bala de borracha ou artefato químico.

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