Lúcio recebe a segunda pancada forte. A pergunta: dá para resistir?

Deputado Lúcio Vieira Lima (MDB) (Foto: Reprodução)
Deputado Lúcio Vieira Lima (MDB) (Foto: Reprodução)

Das entrelinhas da semiótica sai a máxima: ponto de vista é a vista de um ponto, a Baía de Todos-os-Santos vista do Elevador Lacerda é uma coisa, da Ilha de Itaparica é outra, e da Ilha dos Frades é outra, e é a mesma baía.

Vamos dar um remake com o caso do deputado Lúcio Vieira Lima (MDB) de três pontos de vista, o da sociedade, o jurídico e o dele.

1 – O da sociedade: R$ 51 milhões em malas e caixas num apartamento é algo tão espetaculoso no mar da corrupção que tem de ser apurado, julgado e punido.

2 – O jurídico:  quase sempre noutros casos da Lava Jato a polícia corre atrás de provas a partir da deleção ou documentos. No caso de Geddel e Lúcio, é o inverso, a polícia achou uma fortuna e busca provar como ela chegou lá ao apartamento. Algo inédito, não só pelo volume de dinheiro, também pela forma.

3 – O dele: após a pancada das malas, Lúcio se retraiu, mas aos poucos foi repegando o dia a dia e nas articulações políticas que produziu ninguém duvidava que atingiria o seu objetivo, o de reeleger-se e garantir, por tabela, o fórum privilegiado a fim de evitar ou retardar a estada na Papuda.

Veio a decisão do STF que o transformou em réu (junto com o irmão, Geddel, e a mãe, Marluce) e a pancada bateu forte. O que se diz: complica a situação dele no Conselho de Ética e causa novo estrago político. Os amigos dizem que é difícil para eles e para Lúcio resistir, até porque agora está vulnerável a novas pancadas.

Metrô atinge os 320 mil/dia

Luís Valença, presidente da CCR Metrô Bahia, diz que após a inauguração da estação aeroporto o movimento diário no metrô de Salvador chega a 320 mil pessoas. A previsão é um mínimo de 500 mil.

– Acho que atingiremos as 600 mil sem problemas.

A questão é que a integração é lenta. A estação de Pituaçu, inaugurada em março, por exemplo, tem baixíssimo movimento. Segundo Luís, é por falta de ônibus.

Alagoinhas elege o forró

Joaquim Neto (DEM), prefeito de Alagoinhas, fez uma pesquisa no município perguntando o que a população prefere, a micareta ou uma festa de São João.

Ficaram com o forró 65%; 10% com a micareta; e 25% nenhum dos dois.

Alagoinhas sempre realizou micareta e fez o seu primeiro São João ano passado. Este ano tem mais:

– Estamos afinados com o sentimento da maioria. O forró fala mais forte que o axé.

O detector de corruptos

Circula nas redes um aplicativo que promete fazer muito nas eleições deste ano, o Detector de Corrupção. Com ele, você faz a foto do candidato ou digita o nome e é informado sobre os  processos a que ele responde.

Aliás, alguns deputados já estão recomendando a amigos que usem o tal detector para atestar a suposta idoneidade deles. Para a sorte de alguns, o tal detector só vai pegar candidatos ao governo, Senado e Câmara.

Vavá diz  que, sem Joaquim, PSB  volta a andar a reboque

Waldemar Oliveira, presidente do diretório do PSB em Salvador e também ex-vereador, se disse extremamente decepcionado depois que o ex-ministro Joaquim Barbosa anunciou que desistiu de disputar a Presidência pelo partido.

– O PSB perdeu a grande oportunidade de ser a terceira via. Agora voltamos a ser caudatários, a reboque do PT ou PDT.

Segundo Waldemar, o PSB estava dividido entre os que queriam uma aliança com o tucano Geraldo Alckmin, os que queriam com o PT e os que apostavam em Joaquim.

O PSB parece de fato perseguido pelo destino. Em 2014, lançou Eduardo Campos, que morreu num acidente aéreo em Santos. Agora Joaquim caiu sem nem subir.

Mais notícias