A dona de casa Franciele Bergamin, de 29 anos, morreu dois dias depois de ser picada no braço por uma cobra jararaca, em Vila Rica, cidade a 1.200 km de Cuiabá. O acidente com o animal, que é venenoso, aconteceu no quintal da casa da família na última quarta-feira (28).
Franciele era casada e deixou duas filhas, um de cinco anos e uma bebê de apenas três meses. Ela era esposa de Claudinei, membro da Banda Forró Conquista, grupo musical bem conhecido na cidade.
Familiares relatam que Franciele morava com o marido e as filhas em uma fazenda, na área rural da cidade. Na quarta-feira, como era de costume, ela foi até o quintal pegar um maracujá no pé para a filha. Ao aproximar a mão da fruta foi atacada pela cobra e levou uma picada no braço.
Imediatamente a mulher foi socorrida e levada para o hospital municipal da cidade, onde foi medicada com soro antiofídico – antídoto usado para neutralizar o veneno da cobra que se encontra no sangue e nos tecidos da pessoa que sofreu a picada.
Porém, seu estado de saúde piorou e no mesmo dia ela precisou ser transferida para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional de Água Boa.
Sem melhoras, a dona de casa morreu dois dias depois, na sexta-feira (30). De acordo com o hospital Franciele teve insuficiência renal aguda, choque tóxico, hipotensão e hipotermia.
Cobra venenosa
A jararaca é uma das cobras venenosas mais comuns no Brasil e pode atingir até dois metros de comprimento. Ela possui corpo marrom com manchas escuras, que ajudam na camuflagem.
O animal vive em ambiente preferencialmente úmido, como beira de rios ou córregos, onde também se encontram ratos e sapos. Por se alimentarem de ratos também é comum ela se esconder em entulhos ou áreas onde há esse tipo de animal.
No Brasil, as picadas dessa espécie respondem a cerca de 90% do total de acidentes envolvendo serpentes.