‘Maníaco da seringa’: picada oferece três riscos de infecção, diz especialista

(Imagem Ilustrativa)
Infectologista esclarece o perigo real dos ataques que estão acontecendo em Salvador

Os ataques com seringa que estão acontecendo em Salvador estão deixando a população assustada, principalmente por conta do risco de contaminação de doenças graves como a Aids e a hepatite. Mas, segundo o Dr. José Tavares Neto, professor titular de Infectologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em entrevista ao iBahia, elas não são as únicas. O contato com a agulha pode causar até três tipos de infecções.

“A picada pode causar um abcesso bacteriano, tétano e nos casos mais graves a transmissão do HIV ou hepatite B e C”, afirma o especialista. O abcesso é a mais comum, apesar de igualmente perigosa, pois trata-se de uma infecção local causada por qualquer bactéria que esteja na agulha.

A pessoa atacada deve atentar para todos os riscos e realizar a profilaxia e medicação adequadas para cada um: “as vacinas para tétano e reforços que não foram tomados, serão aplicados, assim como os remédios antirretrovirais”. No caso do ataque, o uso de medicamentos e coquetéis é feito por quatro semanas, mas o acompanhamento completo deverá acontecer até seis meses depois do acidente, com remédios e exames, para confirmar a não-contaminação.

As hepatites B e C são doenças virais que atacam o fígado, transmitidas entre outros meios, pelas transfusões com sangue, como acontece com o vírus HIV.

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