No dia em que o futuro de Luiz Inácio Lula da Silva deve ser definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), manifestantes circulam desde cedo pela Esplanada dos Ministérios. Nesta quarta-feira (4/3), estão programados atos em diferentes pontos da área central de Brasília, como em frente ao edifício da Corte, ao Congresso Nacional e próximo ao Museu Nacional.
Devido às manifestações pró e anti-Lula marcadas para esta quarta, o gramado central da Esplanada foi dividido por duas fileiras de cercas. A interdição vai desde a Catedral até o limite com a Alameda dos Estados. No espaço entre elas, PMs ficarão posicionados a fim de evitar contato entre os dois lados.
Entre brasilienses e forasteiros, os cidadãos opinam sobre o dia D do ex-presidente, condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso do triplex do Guarujá (ES).
A professora aposentada Maria Luiz Nogueira Maio, de 70 anos, chegou do Rio Grande do Sul para apoiar o líder petista. “Vim de Porto Alegre até Brasília para apoiar o Lula, assim como fiz com Dilma (Rousseff) na época do impeachment. Estou aqui hoje por acreditar no projeto de um Brasil mais forte e justo”, afirmou.
O auxiliar de serviços gerais Lourival França de Freitas, 46, também apoia o ex-presidente. “Sou a favor do Lula porque luta pelos pobres. Isso que fazem com ele é perseguição e uma grande injustiça. Mas o Lula é forte e vai resistir”, disse.
Do outro lado da moeda, o estudante Lorran Batista Gonzaga, 22, pede punição ao ex-presidente. “Sou contra o Lula por causa da ideologia comunista que ele e o partido do qual faz parte tentam implantar no Brasil. É justo que todos que praticam corrupção sejam punidos, e espero que isso ocorra hoje”, afirmou o jovem.
A vendedora Sílvia Gonçalves, 56, é outra que veio de fora para se manifestar em Brasília. No caso dela, a favor de punição para o ex-presidente. “Moro em São Paulo e estou aqui porque quero justiça. Todo bandido deve ser punido. Lula roubou o país e, por isso, deve ser preso. Todos devem ser punidos, independentemente de partido. Sou (Jair) Bolsonaro (PSL-RJ), pois defendo a família. Ele não é um herói, mas é a única chance que temos neste momento”, avaliou.