
Mau agouro, maldição, energia negativa? No que você acredita? Pode um nome, a força ou energia contida no simbolismo de uma marca ou identificação de um objeto influenciar em resultados desastrosos? Essa semana, as questões de forças espirituais e o poder presente nas palavras surgiu com toda força entre internautas nas redes sociais após o desastre aéreo na cidade colombiana de Medellín, na madrugada de terça-feira (29), deixando 76 mortos e seis feridos.
As vítimas, atletas e comissão técnica do time de futebol Chapecoense, jornalistas e membros da comissão de bordo seguiam em voo que partiu de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em direção a Medellín.
Entre várias particularidades sobre o acidente, uma polêmica tomou conta das redes sociais após a descoberta do significado do nome da empresa aérea que transportava o grupo: Lâmia. De origem grega, o nome Lâmia refere-se em várias lendas a um ser monstruoso devorador de homens.
Uma das versões diz que a criatura horripilante se alimentava do sangue de jovens viajantes masculinos. O detalhe, observado pelos que consideram a crendice, é que a mulher, única a bordo, sobreviveu ao acidente. Logo, a associação ganhou a rede. Outra conta que estão fazendo é que a data do acidente, 29/11/2016, se somadas as dezenas, 29+11+20+16, o resultado é o exato números de mortos, 76.
Conheça os mitos em torno da imagem da Lâmia e o que diz a Bíblia sobre esse ser.
Antes, o que diz a Bíblia
Em Isaías XXXIV – 14, a Vulgata latina se refere a lamia uma única vez: et occurrent dæmonia onocentauris et pilosus clamabit alter ad alterum ibi cubavit lamia et invenit sibi requiem. Na versão da Bíblia em português, ficou assim: “e as feras do deserto se encontrarão com hienas; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e Lilite pousará ali, e achará lugar de repouso para si”, Isaías 34;14. onde Lilite (ou Lilith) é Lamia.
A maldição de Lâmia – Aeronave que transportava a “Chapecoense”
O que leva alguém a chamar sua empresa área com o nome de um demônio? Essa sem dúvida é uma boa pergunta que provavelmente ficara sem resposta.
Segundo a mitologia Lumia se alimentava de homens, de sua semente.
A seguir veremos algumas informações sobre essa entidade.
Lâmia (em grego: Λάμια), na mitologia grega, era uma rainha da Líbia que se tornou um demônio devorador de criançada. Chamavam-se também de lâmias, alguns tipos de monstros, bruxas ou espíritos femininos, que atacavam jovens ou viajantes e lhes sugavam o sangue.
Diversas histórias são contadas a respeito de Lâmia. Sua aparência também varia de lenda para lenda. Na maior parte das versões, contudo, seu corpo, abaixo da cintura, tem a forma de uma cauda de serpente. Esta versão popularizou-se especialmente a partir do poema Lamia, publicado pelo inglês John Keats em 1819.[1][2] Diodoro Sículo, por sua vez, a descreve como uma mulher de rosto distorcido.
Mitologia greco-romana
De acordo com a versão mais corrente, Lâmia era uma belíssima rainha da Líbia, filha de Posídon e amante de Zeus, de quem concebeu muitos filhos, dentre os quais a ninfa Líbia. Hera, mulher de Zeus, corroída pelos ciúmes, matava seus filhos ao nascer e, ao final, a transformou em um monstro (em outras versões Lâmia foi esconder-se em uma caverna isolada e o que a transformou em um monstro foi seu próprio desespero). Por fim, para torturá-la ainda mais, Lâmia foi condenada por Hera a não poder cerrar os olhos, para que ficasse para sempre obcecada com a imagem dos filhos mortos. Zeus, apiedado, deu-lhe o dom de poder extrair os olhos de vez em quando para descansar.
Outras mitologias
Segundo opinião bastante difundida, a Lâmia mitológica serviu de modelo para as lâmias (Lâmiae em latim), ora descritas como bruxas, ora como espíritos e ora monstros, humanos da cintura para cima, mas com caudas de serpente. As lâmias atraíam os viajantes expondo os belos seios e emitindo um agradável cicio, para depois matá-los, sugar seu sangue e devorar seus corpos. Neste aspecto, as lâmias constituem um antecedente dos súcubos da Idade Média e das modernas vampiresas.
Com frequência a Lâmia é descrita nos bestiários de outras culturas como criaturas de natureza selvagem e maligna, com garras nas patas dianteiras, cascos nas patas traseiras, rosto e busto femininos e o corpo coberto de escamas. Também é associada à Lilith da mitologia hebraica. Nos folclores neo-helênico, basco e búlgaro podem ser encontradas lendas sobre Lâmias, herdeiras da tradição clássica.
Na mitologia basca, as lâmias são gênios com pés e garras de ave e cauda de peixe. Quase sempre femininos e de admirável beleza, moravam nos rios e fontes, onde costumavam pentear suas longas cabeleiras. São em geral amáveis, mas ficam enfurecidas se alguém rouba seus peixes. Às vezes se apaixonam por mortais e até têm filhos com eles, mas não podem se casar.
No folclore búlgaro, as lâmias são criaturas misteriosas, geralmente femininas, com muitas cabeças, que, se cortadas podem se regenerar (como a Hidra de Lerna). Vivem em cavernas ou no subsolo e atormentam os povoados, alimentando-se de sangue humano ou devorando mulheres jovens. Em algumas versões têm asas, em outras sua respiração é de fogo.
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