Mochila de papel, ebó e gengibre: relembre as falsas bombas que mobilizaram a polícia na Bahia

A mochila cheia de material reciclável deixada na estação de metrô pelo professor Enéas Sena, 48 anos, na tarde de terça-feira (23) não foi a primeira situação de suspeita de bomba que mobilizou a polícia da Bahia. Enéas colocou a mochila na lixeira destinada a materiais de reciclagem da estação de Brotas, que chegou a ser interditada por suspeita de abrigar um suposto artefato explosivo.

Há  um ano, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, também foi chamado para identificar e desarmar um suposto artefato explosivo durante a realização da prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Unijorge, na Avenida Paralela.

Naquele dia, a ameaça não tinha sido abandonada, mas era “carregada” no próprio corpo pelo bacharel em Direito Frank Oliveira da Costa, 36, que chegou ao local e ameaçou explodir o prédio depois de ter tentado passar na prova da OAB por 18 vezes.

Em vez de uma bomba presa ao corpo, no entanto, Frank levava balas de gengibre para simular os explosivos. Na época, a mãe de Frank disse que ele estava desempregado, era pai de dois filhos e tinha perdido uma vaga em um concurso por não ter o registro na OAB. Ele respondeu por “provocar alarme, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto”.

Em junho de 2013, outro susto. Depois que um rapaz deixou uma caixa em um ônibus e saiu correndo, o veículo foi isolado na Avenida ACM e o Bope também foi ao local verificar a ameaça. Na caixa, em vez de bomba, havia uma oferenda com flores, velas e bolinhos de estudante.

No último dia 10 de junho, foi a vez de moradores da Boca do Rio tomarem o susto: um aparelho numa mercadoria foi confundido com bomba e o Bope também foi chamado.

 

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