Enquanto nos corredores da Câmara Municipal de Salvador os vereadores estudam um aumento de cerca de 25% nos seus salários, o prefeito ACM Neto (DEM) garantiu nesta terça-feira, 13, que os secretários, vice-prefeito, cargos de confiança, além da sua própria função, não terão reajuste salarial para 2017.
Neto participou de uma reunião com a bancada de oposição da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e afirmou ainda que vai nesta quarta, 14, a Brasília para buscar recursos para a área da saúde e, além disso, conversar com PSDB e PRB sobre a participação dessas legendas na próxima gestão dele, que começa em janeiro.
O prefeito afirmou que ainda não conversou com vereadores sobre o reajuste, por isso preferiu não comentar a possibilidade de aumento de R$ 15 mil para R$ 18,9 mil. “Posso assegurar que prefeito, vice, secretários e cargos de confiança não terão reajuste para 2017. Está descartada qualquer possibilidade de reajuste do Executivo para o próximo ano. Agora, vou conversar com os vereadores para saber o que pretendem fazer”, afirmou.
Com a aprovação da reforma administrativa, nesta terça, na Câmara, Neto agora corre para fechar os nomes que irão compor o novo governo. “O quadro com o PSDB caminha para uma definição, mas ainda temos uma última conversa pré-agendada para amanhã [quarta-feira], da mesma forma que avancei com o PRB, mas o martelo só deve ser batido amanhã [quarta-feira] em relação à participação na nossa gestão”, disse.
Um dos nomes mais cotados do PSDB para assumir uma secretaria é o do atual presidente da Câmara, vereador Paulo Câmara.
Eleições
Sobre a eleição para a presidência da AL-BA, o prefeito afirmou esperar que a bancada marche unida. “Somente os deputados podem falar. Sou muito reservado em emitir opinião sobre assuntos que não são diretamente relacionados à minha atividade institucional. O que desejamos é que esse bloco possa marchar unido”.
Já sobre as eleições para a presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB), da qual será eleitor, Neto disse não ter vetos nem indicações. “O processo não está claro em relação a quem vai disputar a UPB. Quando estiverem todas as candidaturas postas, vamos analisar qual é a que pode melhor representar o conjunto dos prefeitos”.
O gestor considerou a aprovação da PEC 55 uma medida de responsabilidade do Congresso Nacional. “Num momento de crise, de dificuldade do país, é fundamental ter esse compromisso com as contas públicas. Sabemos que infelizmente todos vão pagar um preço. O o remédio no começo é amargo, mas é o remédio que vai salvar o paciente. O que não se pode é deixar o paciente morrer”.
Neto negou que as delações da Odebrecht tenham sido alvo das discussões com os deputados e afirmou que “delação por si só não pode significar condenação”. “É preciso ter todo o equilíbrio e cautela para encarar os termos que são apresentados em qualquer delação e tem que ter confiança que o Ministério Público, Judiciário e Polícia Federal terão autonomia e apoio para conduzir a fundo todas as investigações”, disse.
Fim da reeleição
O líder da oposição na AL-BA, deputado Sandro Régis (DEM), confirmou que a bancada não irá lançar candidato à presidência e disse que os oposicionistas somente irão apoiar o postulante ao comando da Casa que se comprometer a acabar com a reeleição para presidente do legislativo estadual. “Uma das coisas que não abrimos mão é acabar com a reeleição na Casa. É um dos itens que já está dentro da bancada 100% acordado”, afirmou.