A Operação Ronda Maria da Penha (ORMP) fez, hoje, mais uma ação para combater o ciclo de violência doméstica. O projeto Mulheres de Coragem aconteceu no Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) no bairro de Periperi, Subúrbio Ferroviário de Salvador, e promoveu oficinas de artesanato para as vítimas assistidas pela instituição.
De acordo com a comandante das ações na ORMP, major Denice Santiago, a iniciativa dá suporte para que as vítimas não voltem a conviver com seus agressores: “Em muitos casos, precisamos lidar com uma situação de dependência econômica. Com essa oficina, estamos alimentando o empreendedorismo dessas mulheres. Trouxemos artesãos para ensinar o oficio e a intenção é que elas possam produzir peças e melhorarem seus recursos financeiros”.
“Eu saí de um relacionamento abusivo, sem nenhuma perspectiva de futuro. Minha vida estava atrelada de uma maneira que não tinha como buscar meu sustento. Por isso, essas oficinas são tão importantes para todas nós. Aqui, aprendemos como nos mantermos nesse recomeço de vida. Agora, me sinto mais confiante para o que o futuro irá me trazer”, afirmou uma das mulheres presentes no evento.
Para a capitã Paula Queirós, uma das organizadoras da ação, o projeto impacta na autoestima das mulheres: “Além do aspecto econômico, aqui elas trabalham com arte, o que lhes dá uma oportunidade de buscar um novo significado de vida. Elas trabalham com produção de beleza e isso, sem dúvida nenhuma, reflete em suas rotinas diárias, como elas se aproximam das coisas cotidianas”.
Solidariedade
Com apoio do Instituto Avon e da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM), o projeto ganhou suporte também de voluntários. O departamento de ações sociais da torcida organizada Bamor fez a entrega de cestas básicas e kits de higiene para as assistidas em situação de maior vulnerabilidade social. “Temos feito ações desde o dia 1º de março, espalhando uma palavra de conscientização. Vimos as notícias sobre a operação e entramos em contato com a major para puder participar e ajudar essas mulheres em situação de risco.. Esse projeto tem uma importância grande, quanto mais pessoas puderem participar, melhor. É nosso papel como cidadãos”, enfatizou Luciano Venâncio, presidente da organização.