Oitenta pessoas morreram em uma rebelião dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, no Amazonas. O motim começou neste domingo, 1º, mas continua nesta segunda-feira, 2.
O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, disse que seis presos foram decapitados e tiveram os corpos jogados para fora do presídio. Ele chamou a ação de “massacre”.
Há funcionários mantidos como reféns. A polícia pretende negociar com os amotinados. Eles pedem que a integridade física deles seja mantida, além de exigir revisão dos processos criminais e que os internos presos no semiaberto voltem ao regime fechado.
A SSP do Amazonas acredita que a rebelião tem relação com uma disputa entre as facções Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC).
O motim aconteceu ao mesmo tempo de uma fuga de detentos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), que também fica em Manaus. Quinze presos foram recapturados, mas ainda há foragidos.