Onde está Elinaldo? Bancada de oposição cobra esclarecimentos sobre “férias” do gestor

Candidato a reeleição, Elinaldo Araújo (DEM) (Foto: Reprodução)
Prefeito Elinaldo Araújo (DEM) (Foto: Reprodução)

Os rumores de que o prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (DEM) tirou férias no mesmo período em que pediu à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) renovação do estado de calamidade pública na cidade, por conta da pandemia de covid-19, chegaram na Câmara de Vereadores e colocaram a bancada de oposição em alerta.

O grupo formado por quatro vereadores enviou ofício à Prefeitura Municipal exigindo esclarecimentos. O documento foi encaminhado às secretarias de Administração e Governo e reforça o que é dito aos quatro ventos na cidade: “fala-se em férias, viagens com familiares e até saída do país”.

Ausente, para o bem e para o mal

Vale lembrar que a última aparição pública de Elinaldo na cidade foi no dia 7 de janeiro, na missa em comemoração ao dia de São Thomaz de Cantuária. Desde então, Elinaldo tem limitado sua presença à chamadas de vídeo, como aconteceu no dia 12 de janeiro, quando o alto escalão do governo se reuniu para discutir a questão da saída da Ford da cidade. O único que não compareceu presencialmente foi o prefeito.

Elinaldo não compareceu sequer à entrega das vacinas contra a covid-19, no último dia 19, e muito menos à coletiva de imprensa realizada no mesmo dia, onde houve a vacinação da primeira pessoa, em Camaçari. Nas redes sociais, o gestor também está sumido. Tanto ele quanto sua esposa, Ivana Paula, não aparecem nem mesmo em fotos.

Negligência e ilegalidade

Para a Bancada de Oposição, o sumiço do prefeito demonstra uma grande irresponsabilidade e falta de compromisso com a população. “Não podemos aceitar que enquanto o Governo do Estado e nós vereadores fazemos um esforço enorme para amenizar o impacto da saída da Ford o prefeito simplesmente desapareça sem dar satisfação”, declarou o líder da  Oposição, Dentinho do Sindicato (PT).

Se confirmada, a ausência do prefeito vai somar mais uma ação ilegal para a lista crescente que ele acumula. De acordo com o artigo 92 da Lei Orgânica Municipal, para tirar férias, o prefeito deve comunicar à Câmara e Vereadores com 15 dias antecedência, o que claramente não foi feito. A bancada de oposição informou que aguardará resposta das secretarias para definir qual medida irá adotar.

A Bancada de Oposição também é formada pelos vereadores Tagner (PT), Profª Angélica (PP) e Vavau (PSB).

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