Otto nega presença do filho em chapa de Neto e desabafa: ‘Absurdo’

Se nos bastidores o nome de Otto Filho, filho do senador Otto Alencar, é visto como um dos cotados para integrar uma eventual chapa do prefeito de Salvador, ACM Neto, na disputa pelo governo do estado, em 2018, o senador aproveitou para descartar a possibilidade. Presidente do PSD na Bahia, Otto afirmou que a sigla segue firme na aliança com o governador Rui Costa (PT) e que seu filho deve ser, no máximo, candidato a deputado federal durante o pleito.

“Não tem nada disso. Isso chega a ser um absurdo. O meu filho vai ser candidato a deputado federal. Eu tenho uma história de vida plantada em cima da palavra. Não sou uma pessoa de estar dentro do governo e estar conspirando. Não existe isso na minha história política. Como é que o meu filho vai ocupar um cargo dentro do governo e conspirar contra esse governo? Isso é alguém que está plantando essa história na cabeça de uns e outros”, desabafou Otto em conversa com a Tribuna.

No cenário especulado, Neto deixaria de comportar um aliado de peso, como o PMDB, para apostar em uma chapa alternativa com o PRB, tendo como candidata ao Senado a deputada federal Tia Eron. Vale ressaltar, no entanto, que até o momento o prefeito ACM Neto não se coloca ao governo em 2018.

Essa não é a primeira vez que o grupo liderado por Otto tem sua aliança com o petista colocada em xeque, muito por conta da aproximação com o governo Temer. Apesar de ter votado contra a saída da presidente Dilma durante o processo de impeachment no Senado, o baiano votou a favor da PEC que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos. O projeto é tratado como uma das prioridades de Temer.

Porém, sempre que questionado sobre a possibilidade de romper com Rui, Otto rechaça a ideia e diz que segue firme marchando ao lado do governador. Nos bastidores, chegou se à especulação de uma possível pressão do diretório nacional contra o estadual por conta da ligação do senador com o governo, já que o presidente do PSD nacional, Gilberto Kassab, é um dos braços fortes do governo Temer.

Senador descarta rompimento com Rui

“Eu lhe respondo isso (sobre a permanência na base do governo) em março de 2018. Não tem a menor chance, não passa na minha cabeça romper com o Rui. Às vezes alguns políticos se olham no espelho, enxergam uma figura conspiradora e pensam que é a nossa. Isso se confunde muito e não tem nada haver. Não tenho nenhuma preocupação com isso.

Tudo isso é retrato do momento. Só vamos ver lá para março, abril de 2018, mas não existe nenhum arranhão, nenhuma fissura nem com Wagner, nem com Rui, está tudo 100%. Não existe pressão. Eu não respondo sozinho pelo PSD, não tomo decisão isolada.

Conversei com 5 federais e nenhum deles tem esse sentimento de romper, os estaduais também. Saímos agora de uma eleição, felizmente tivemos um bom desempenho, o melhor entre os partidos, em termos de prefeitura, e as pessoas ficam especulando.

Para se tomar uma decisão dessa, a primeira coisa que eu faria era uma reunião com os ex-prefeitos, que eu valorizo muito, vereadores, deputados, todo o conjunto, faria uma reunião para tomar a decisão. Como vou tomar uma decisão isolada? Eu sou presidente do partido, mas não sou ditador”, continuou.

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