O ministro interino da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o governo do vice-presidente em exercício Michel Temer espera obter entre 60 e 63 votos a favor do afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff na votação final do processo de impeachment pelo Senado.
“Sendo conservador, deveremos ter 61 votos”, afirmou. Segundo ele, o impeachment é uma questão do Senado e que o governo tem respeitado a independência entre os poderes.
Para o ministro, o esforço do governo para retomar o crescimento será ainda evidente quando o impeachment se tornar definitivo. “Governo enquanto interino deixa interrogações, é natural”, disse em entrevista à Rádio Estadão. “Com governo definitivo, teremos de conter a expansão da dívida pública e reformar o nosso sistema previdenciário”, completou.
Padilha também descartou que o governo irá promover uma alta imediata de impostos. “Já está descartado aumento de impostos com este novo orçamento”, destacou. Ele também defendeu a necessidade da reforma da Previdência. “O governo vai mostrar que se não alterar o sistema previdenciário, não haverá dinheiro para bancar (as aposentadorias)”, disse.
Ele também afirmou eu julgamento do deputado afastado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é um assunto de competência do poder Legislativo. “O partido (PMDB) não pode ser responsável por Cunha”, observou.