Pai precisou escolher um dos filhos para salvar em atentado no Sri Lanka

Depois das explosões, Linsey teve que decidir qual dos dois filhos salvar, David, de 19 anos, ou Amelie, de 15 (Foto: Reprodução)

Banqueiro norte-americano estava tomando café da manhã com família em hotel de luxo quando bomba explodiu e ele precisou fazer difícil decisão

Uma viagem em família acabou em trauma e desastre para um banqueiro de Nova York.

 

Matthew Linsey, de 61 anos, e os filhos estavam tomando café da manhã no hotel de luxo Shangri-La, em Colombo, no Sri Lanka, quando as bombas explodiram.

Um grupo terrorista local atacou, quase simultaneamente, três hotéis de luxos e igrejas no domingo de Páscoa (21) e deixaram 253 mortos. O Daesh assumiu a autoria dos atentados.

Depois das explosões, Linsey teve que decidir qual dos dois filhos salvar, David, de 19 anos, ou Amelie, de 15. “Meu filho parecia mais ferido que a minha filha, eu tentei salvar ele”, contou em entrevista ao Times of London.

Os dois tinham dupla cidadania britânica e americana e foram gravemente feridos com os destroços, enquanto Linsey sofreu apenas algumas escoriações. No meio do caos, o banqueiro decidiu deixar a filha para trás, já que ela parecia ter mais chances de sobreviver que David, e uma mulher prometeu leva-la ao hospital.

O banqueiro carregou o corpo já sem vida do filho para fora do hotel, onde ambulâncias estavam de prontidão. Os médicos tentaram reanimar o jovem, mas não tiveram êxito. Pouco tempo depois, Linsey foi informado de que a filha também não resistiu aos ferimentos.

“Amelie era muito divertida. Ela era inteligente, linda, muito carinhosa, muito amável e compreensiva. Ela se importava com a família e os amigos. A mesma coisa com o Danny”, relembrou o pai. “Eles amavam viajar para o exterior. Era uma parte importante de quem eles eram”, concluiu.

Com a ajuda da embaixada do Reino Unido no Sri Lanka, o ex-vice-presidente do Banco Chase conseguiu deixar o país no mesmo dia. Agora, ele conta com a ajuda da esposa e dos outros filhos para superar o trauma e conseguir realizar o translado dos corpos dos filhos.

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