Parlamentares baianos celebram rejeição do “distritão”

Parlamentares baianos celebraram a decisão da Câmara dos Deputados, que rejeitou o trecho da proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelecia o chamado “distritão” para as eleições de 2018 e 2020 e, a partir de 2022, criava o sistema “distrital misto” (que combina voto majoritário e voto em lista preordenada pelos partidos nas eleições proporcionais).

Com 205 votos favoráveis, 238 contrários e uma abstenção, os deputados não acataram um dos destaques à PEC 77/2003, que institui um novo sistema eleitoral e cria um fundo público para financiar as campanhas. Para que fosse aprovado, o texto precisava do apoio de 3/5 do plenário, ou 308 votos.

Alguns votos, inclusive, surpreenderam. “Encaminhei pela rejeição porque acredito que o ‘distritão’ representaria o fim dos partidos”, afirmou o deputado federal baiano José Carlos Aleluia, presidente estadual do DEM, à Tribuna. O parlamentar, no entanto, até o fim da tarde de ontem ainda acreditava na aprovação de outras mudanças na lei eleitoral.

A sessão foi presidida pelo deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que exerce a Presidência da Câmara devido à viagem ao exterior do presidente Michel Temer. Os parlamentares iniciaram a votação depois de passarem a tarde toda sem acordo. “A bancada de Temer, para garantir a reeleição, quer o distritão, financiamento empresarial e operação política do governo liberando emendas”, afirmou Afonso Florence (PT), à Tribuna.

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