A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 10, a Operação Ikaro, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e que funciona na Bahia.
De acordo com a PF, sete mandados de prisão (seis preventivas e uma temporária) e sete mandados de busca e apreensão na capital baiana e um no Estado de Goiás estão sendo cumpridos pelos policiais federais.
Além disso, entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano, já foram realizadas sete prisões em flagrante nos Aeroportos Internacionais Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, e Antônio Carlos Jobim – Galeão, no Rio de Janeiro. Na maioria dos casos, tratava-se de casais tentando transportar cocaína para Lisboa (Portugal), escondida em suas malas.
Com a semelhança no modo de atuação, a PF identificou o envolvimento de uma mesma organização criminosa em todos os casos.
Segundo a PF, o grupo usava o modal aéreo como estratégia para o tráfico, tendo como principal modus operandi a cooptação de “mulas” ( pessoas que transportam porções de drogas dentro ou junto ao corpo) para realização do transporte em voos comerciais para a Europa, sendo a droga, geralmente, escondida em bagagens.
Durante as investigações, a Polícia Federal apurou que, em caso de êxito, cada “mula” que realizava a viagem recebia aproximadamente 15 mil reais, gerando um lucro superior a meio milhão de reais para a organização criminosa, dependendo da quantidade de droga transportada.
O líder da quadrilha, um baiano de 34 anos, que não teve identidade revelada, já responde a processos por tráfico e homicídio.