Um relatório da Polícia Federal apontou que até o momento não foram registrados investigações sobre fraudes envolvendo urnas eletrônicas eleitorais desde 1996, quando o método foi implantado. O documento foi finalizado após a corporação pedir às superintendências do órgão nos Estados, por meio da Corregedoria, que encaminhassem todas as denúncias de fraudes recebidas ou apuradas durante o período.
De acordo com o Estadão, o único inquérito apontado no relatório ocorreu em Vila Velha (ES) e se trata de uma tentativa de estelionato e não de fraude que tenha comprometido a eleição. Na ocasião um candidato a prefeito na cidade foi abordado por um homem que tentou “vender” registros de votos nas urnas, porém, sem nenhuma prova de que conseguiria concretizar a fraude.
O pedido da Polícia Federal foi feito para obter informações que pudessem justificar as constantes acusações de fraude do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido). Na noite da última sexta, 23, o presidente voltou a alegar que os processos eleitorais de 2014, vencido por Dilma Rousseff (PT), e de 2018, vencido pelo próprio Bolsonaro em segundo turno, foram alvos de fraude e afirmou que entregará as provas na próxima semana.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também não há qualquer registro de fraude comprovada ou urna hackeada desde que o sistema foi adotado.
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