Preso segundo suspeito de envolvimento em morte de PM da Choque

Quatro dias após a morte do soldado do Batalhão de Choque Márcio Pereira dos Santos, na terça-feira (6), o suspeito de ser um dos autores do crime, Gabriel de Sena Sousa se apresentou espontaneamente na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com o coordenador da Força Tarefa da SSP, delegado Odair Carneiro, Gabriel confessou ter participado do crime junto com Maurício Santos Souza, o Nenego, que morreu em confronto com a polícia.

Segundo o delegado, Gabriel e Maurício têm passagens por roubos e costumavam agir juntos. “Houve primeiro aquele auto de resistência que ocasionou a morte do Nenego. Como eles residiam próximo, na localidade do Bate Facho, na Boca do Rio, nós intensificamos as investigações. Após a morte do comparsa, ele achou por bem se apresentar aqui e confessar o crime”, afirmou Odair.

Em apresentação à imprensa nesta segunda-feira (12), entretanto, o suspeito negou o crime e se manteve calado durante todo o tempo.

O crime

Em depoimento, Gabriel disse à polícia que ele e Maurício estavam assaltando em um ponto de ônibus na região do Estádio de Pituaçu, quando o PM Márcio Pereira desceu de um coletivo. Ao notar um volume na cintura de Márcio, os suspeitos teriam o identificado como PM. “Foi quando Nenego atirou na vítima, depois de ter certeza que se tratava de um policial”.

De acordo com a Polícia Civil, apenas os dois participaram do crime. Para Odair Carneiro, o revólver calibre 38 apreendido com Maurício pode ter sido a arma utilizada no crime. “Bem possível, mas vamos encaminhar à perícia para que fique claro”, finalizou, afirmando que o crime está elucidado.

Testemunhas informaram à polícia que o PM tentou evitar um assalto contra uma idosa no ponto. Uma viatura da Polícia Militar chegou a socorrer o baleado até o Hospital Roberto Santos, onde ele deu entrada por volta das 20h10, já sem vida. Márcio foi baleado nas costas, segundo a Central de Polícia, e não estava a serviço quando o crime aconteceu.

O PM foi enterrado em Alagoinhas na última quarta-feira (7). “O sonho dele sempre foi ser policial, tinha um senso de justiça muito grande. Por diversas vezes já se colocou em situações para ajudar pessoas e morreu fazendo o que ele acreditava, que era dar segurança ao próximo. Vai ser enterrado com a roupa da polícia”, declarou o irmão do PM ao CORREIO.

 

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