Pressões de Geddel Vieira Lima por licença para obra irregular fazem ministro da Cultura pedir demissão

Ex-chefe da Cultura afirmou que Geddel o pressionou a liberar a construção de um edifício no centro histórico de Salvador (Foto: Reprodução | Valter Campanato | Agência Brasil)
Geddel Vieira Lima

Pelo visto o líder do PMDB na Bahia, o ministro da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer, Geddel Vieira Lima, continua o mesmo. Na última semana o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, pediu demissão do cargo após denunciar que vinha sofrendo sérias e duras pressões por parte de Geddel para que o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) retirasse o embargo à obra do empreendimento imobiliário La Vue, na Ladeira da Barra, onde Geddel comprou um apartamento ainda na planta.

O Iphan embargou a obra entendendo que a mesma poderia afetar a área do seu entorno. Local que é tombado como patrimônio histórico e cultura nacional. Contrário à decisão do Iphan, atendendo a interesses pessoais, Geddel passou a pressionar Marcelo Calero para que o Iphan retirasse o embargo. Situação que levou Calero a pedir demissão do cargo e denunciar a postura autoritária e ilegal de Geddel.

Agora as acusações de Calero serão investigadas pela Comissão de Ética Pública e pelo Congresso Nacional. De certo mesmo, é que desde que Michel Temer com sua cúpula tomou a Presidência da República, após o impeachment, esse não é o primeiro caso de escândalo envolvendo seus aliados.

Esse Geddel, que conseguiu pressionar um ministro da República até fazê-lo pedir demissão, é o mesmo que comanda o PMDB na Bahia e que terá influência direta no governo do prefeito eleito de Camaçari, Elinaldo Araújo (DEM), pois o vice-prefeito José Tude é membro do PMDB e teve total apoio de Geddel para ocupar o cargo. Só nos resta esperar que Elinaldo tenha força suficiente para conter os ânimos de Geddel.

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