Protesto por Diretas Já leva 80 mil pessoas à Barra

Os manifestantes ficaram em frente ao Farol da Barra (Foto: Yuri Silva | Ag. A TARDE)

Os manifestantes ficaram em frente ao Farol da Barra (Foto: Yuri Silva | Ag. A TARDE)

Partidos políticos, entidades de movimentos sociais, centrais sindicais e populares contrários ao governo do presidente Michel Temer lotaram o Farol da Barra na tarde deste domingo, 11, em um ato artístico-político-cultural, como definiram os organizadores.

 

Cerca de 80 mil manifestantes estiveram presentes para pedir a saída do peemedebista do poder e eleições diretas já, conforme estimativa da organização.

O número, que foi crescendo aos poucos, chegava a 10 mil por volta de 15h40, segundo estimativa feita naquele momento pelo presidente da CUT Bahia, Cedro Silva.

Durante o ato, ao som de dezenas de artistas que entoaram canções de protesto e palavras de ordem e de discursos políticos de lideranças baianas, o gramado em frente ao Farol da Barra ficou completamente ocupado, assim como a faixa de asfalto da região e parte da avenida Oceânica, na orla do bairro.

Políticos como a senadora Lídice da Mata, deputados federais baianos como Alice Portugal, Daniel Almeida, Deivison Magalhães e Valmir Assunção e artistas como Lazzo Matumbi, Aloísio Menezes, Cláudia Cunha, Matilde, Cláudia Garcia, Márcia Short, Pedro de Rosa Morais, banda Botequim e outros marcaram presença no evento.

Os artistas apostaram em canções que marcaram a campanha por Diretas Já na década de 1980, numa tentativa de emular o momento que marcou a redemocratização.

Já ao anoitecer, a expectativa maior era pelas participações das musas da axé music Margareth Menezes e Daniela Mercury e pelo show de encerramento, sob a responsabilidade da banda do momento, Baiana System.

O senador do PSB do Amapá, João Capiberibe, viajou para acompanhar o protesto na capital baiana. O presidente da seção baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), Luiz Viana, também discursou para a multidão, que dançava e cantava em clima de Carnaval.

“A saída para a crise não será jurídica, será política”, afirmou Viana, defendendo que “nem todos os políticos estão afundados na lama”.

“Eu quero é botar o Temer na rua/gritar por diretas já”, cantaram os manifestantes em vários momentos, em uma adaptação da marchinha carnavalesca Eu Quero Botar meu Bloco na Rua, de Sérgio Sampaio.

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