PSB costura aliança com o PCdoB para 2018

Os deputados Angelo Almeida, Fabíola Mansur e Marquinho Viana, do PSB, marcaram um jantar a ser realizado após o feriadão de finados, com os deputados Zó, Fabrício Falcão e Bobô, os três do PCdoB. O grupo vai discutir sobre a possibilidade de unir as duas legendas na eleição proporcional estadual em 2018. Os pessebistas querem o apoio dos comunistas para a indicação de Lídice da Mata na majoritária ao Senado. “Nós estamos conversando. A ideia é coligar o PCdoB e o PSB. São dois partidos que se identificam”, revela Marquinho Viana à Tribuna. “Nós tivemos uma conversa rápida dentro do Plenário. A senadora Lídice e o deputado Daniel ficaram de ter uma conversa e, em seguida, fazer o encontro dos deputados e daí sair esse acerto para marcharmos juntos nas eleições do ano que vem”.

Para Marquinho, a coligação é interessante tanto para o PCdoB, quanto para o PSB. “Nós e eles temos três deputados cada. Nós seis estamos no mesmo patamar: não tem ninguém estourado de votos, está nivelado. Esse nivelamento é bom para a coligação e é bom para se fazer deputados. Porque na nossa posição, se os partidos fizerem a coligação e lançarmos aproximadamente 40 ou 50 candidatos juntos, podemos fazer tranquilamente seis, sete ou até oito deputados”.

O pessebista também assegura que a legenda não vai abrir mão de apoiar Lídice da Mata na chapa. “A senadora é um nome importante, não só para Rui Costa, mas também para a Bahia, porque é um nome limpo. É uma senadora que vem batalhando desde o período da ditadura. Não vamos dar 100% de certeza, mas acho que o PSB e até o PCdoB torcem pela candidatura Lídice, até para manter uma mulher no cargo de Senadora”. Marquinho confirma que aliança com o partido comunista também servirá para dar peso a uma nova candidatura da presidente estadual do PSB, ao lado de Jaques Wagner. “É também por esse motivo que estamos fazendo essa coligação do PCdoB, para garantir a candidatura da senadora Lídice da Mata na chapa. […] Não vejo a mínima possibilidade de senadora não ser candidata”.

O presidente da APLB-Sindicato, professor Rui Oliveira (PCdoB), que deve sair candidato no ano que vem para a Assembleia Legislativa, acredita que a discussão de coligação na proporcional pode ser boa para os dois partidos. “A conversa deve evoluir, mas ainda é muito cedo para definir. Acho que é uma boa iniciativa”, afirma à Tribuna.

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