“Nem Lula nem Bolsonaro tem chance”, diz Alckimin

Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, declarou ontem que os dois líderes das pesquisas eleitorais, o ex-presidente Lula (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), “não têm chances” na disputa pelo Palácio do Planalto. Para Alckmin, as pesquisas refletem o passado e os números tendem a mudar no decorrer da campanha, que começa em agosto. “Eu acho que nenhum dos dois tem chance. Na verdade, esses extremos, é um olhar para trás, é o que se chama de ‘recall’. Você está olhando para trás. Os argumentos da eleição serão colocados ao longo da eleição. A campanha só começa em agosto. [No momento] é mais um olhar para o passado. Acho que vamos ter um resultado bem diferente. Se a gente for verificar as ultimas eleições, as decisões foram no finalzinho, a população ouve, compara, avalia, para depois decidir o voto”, disse o tucano em entrevista ao Canal Rural.

Conforme a mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada em dezembro, as intenções de voto em Alckmin variam de 6% a 12% em sete cenários diferentes. O mesmo levantamento aponta intenções de voto em Lula entre 34% e 37% e, em Bolsonaro, entre 17% e 22%.

Veto – O governador Geraldo Alckmin (PSDB) vai vetar o projeto de lei 87/2016, que institui o programa “Segunda Sem Carne” em restaurantes e refeitórios de órgãos públicos do Estado, segundo sua assessoria.  O projeto, do deputado Feliciano Filho, do PSC de São Paulo, gerou polêmica. Em áudio obtido pelo Broadcast Agro, o secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, admitiu que deputados governistas cederam a pressões para aprovar o projeto que retira produtos com carne do cardápio desses estabelecimentos às segundas-feiras. O comentário foi enviado a representantes do setor rural pelo WhatsApp. O secretário relata que o governo tinha dificuldades para obter os votos necessários à aprovação do Orçamento de 2018 e de outras propostas do Executivo na última sessão da Assembleia Legislativa, na quarta-feira, 27, mas que o governo iria “trabalhar” para vetar o projeto. A decisão dos deputados paulistas provocou uma forte reação do setor agropecuário. Várias entidades se manifestaram contra e cobraram o veto de Alckmin.

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