Rui e Neto analisam saída de Geddel do governo

Rui defendeu união para recompor equilíbrio fiscal; Neto destacou importância de Geddel
Rui defendeu união para recompor equilíbrio fiscal; Neto destacou importância de Geddel

A queda do ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) da Secretaria de Governo foi comentada na noite desta sexta-feira, 25, pelos dois principais líderes políticos da Bahia e possíveis adversários em 2018: o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), aliado do ex-articulador político do governo Temer, e o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

O prefeito destacou que o ex-ministro fez um trabalho importante para a Bahia e Salvador na sua passagem pelo primeiro escalão do governo e disse que “continua firme” a sua parceria com PMDB.

“Tenho certeza que ele (Geddel) vai continuar a nos ajudando na construção das políticas públicas na cidade e vamos continuar usando nossa articulação em Brasília (com o governo federal) para defender os interesses da cidade”, afirmou Neto

Para o gestor municipal, a saída do ministro do governo não altera o atual quadro das forças políticas na Bahia, depois que a oposição saiu fortalecida da última eleição.

“Geddel continuará sendo importante ator político no Estado. O PMDB é forte na Capital e no interior”, avalia ACM Neto.

O governador Rui Costa (PT) não quis comentar sobre as repercussões políticas geradas pela demissão do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Mas disse esperar que o episódio não contamine o esforço que os estados vêm fazendo para superar a crise orçamentária.

“É importante a união de todos os segmentos no sentido de recompor o equilíbrio fiscal e garantir os investimentos para importantes obras de infraestrutura e a geração de emprego. Meu foco está distante destas questões políticas”, afirmou Rui Costa.

Perda

Quem também se manifestou sobre a queda de Geddel foi o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antônio Imbassahy (BA). O tucano destacou que o governo sentirá com a saída de Geddel pelo “extraordinário trabalho” que ele fez na articulação política com o Congresso.

Apesar da repercussão nos meios políticos com a saída do sexto ministro no governo Temer, Imbassahy disse que não há crise no governo, nem acredita que o episódio irá respingar no presidente Michel Temer.

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