Sesau ainda desconhece origem de peixe que contaminou família em Camaçari

Médico Gúbio Soares, da Universidade Federal da Bahia (Ufba) (Foto: Reprodução)
Médico Gúbio Soares, da Universidade Federal da Bahia (Ufba) (Foto: Reprodução)

A Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau) informou em nota que está acompanhando, desde segunda-feira (09/11), o caso dos cinco familiares contaminados pela doença de Haff, o município.

De acordo com a nota, o primeiro diagnóstico emitido pelo Hospital Teresa de Lisieux foi de leptospirose. Porém, após novas análises com o infectologista do Hospital Aeroporto, foi constatado, na tarde da quinta-feira (12/11) ser a doença de Haff, a Rabdomiólise, também conhecida como doença do peixe.

Ainda segundo a nota, dos cinco familiares, dois chegaram a ser internados, mas já tiveram alta e todos estão sendo acompanhados em casa pela equipe da Sesau.

No mesmo documento, a Sesau informa que, após a confirmação do diagnóstico, fez a coleta do peixe que ainda tinha guardado na casa da família para investigação laboratorial.

Um detalhe importante da nota é que a secretaria afirma que está monitorando o local onde foi comprado o peixe consumido pela família, “para saber a origem do mesmo e assim proibir a venda do peixe proveniente de tal origem no município”, ou seja, ainda não se sabe de onde veio o pescado, o que coloca os demais moradores da cidade em risco potencial.

Fique atento

A doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica de da enzima CPK, associada a ingestão de pescados, especificamente o Olho de Boi e o Badejo. A doença pode evoluir rapidamente com insuficiência renal e, se não adequadamente tratada, levar ao óbito.

No surgimento dos primeiros sintomas a pessoa deve procurar o quanto antes uma unidade de saúde.

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