STF suspende nomeação do filho de Crivella no Rio de Janeiro. E Camaçari?

Marcelo Hodge Crivella, o Marcelinho (Foto: Divulgação)
Marcelo Hodge Crivella, o Marcelinho (Foto: Divulgação)

O ministro do STF, Marco Aurélio Cunha, suspendeu a nomeação de Marcelo Hodge para o cargo de secretário municipal da Casa Civil do Rio de Janeiro. A decisão tomou por base o fato de Marcelo ser filho do prefeito do Rio Janeiro, Marcelo Crivella, que já teria indicado sua esposa para Coordenação de Ação Social da cidade maravilhosa.

A decisão do STF pode refletir nos outros poderes jurídicos que têm autonomia para barrar casos de nepotismo como esse que acontecem em todo o país. Inclusive em Camaçari, onde parentes de prefeitos e secretários têm se beneficiado há anos com cargos na máquina pública.

O ministro ainda enfatizou que, “no Brasil, não precisamos de mais leis. Nós precisamos de homens, principalmente públicos, que observem as existentes. E o exemplo vem sempre de cima. Se fizermos isso, vamos avançar culturalmente. Se não fizermos, não avançaremos”.

Autor da ação civil pública que deu origem à liminar, o advogado constitucionalista Victor Rosa Travancas afirmou que “se o ministro permitisse que Crivella, numa cidade grande como o Rio, mantivesse o próprio filho nomeado, estaria legitimando e incentivando a prática de indicação de parentes a cargos de primeiro escalão”.

Que os olhares do STF ou de outras cortes de nosso país se voltem para Camaçari também, onde parentes de prefeitos, secretários e vereadores têm feito a festa ocupando cargos públicos há anos e nada tem sido feito.

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