Temer fala, mas se cala sobre Henrique Alves e não abre para perguntas

O presidente interino, Michel Temer, fez um pronunciamento à imprensa na tarde desta segunda-feira 6 em que se calou sobre o principal tema do dia – as acusações contra seu ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves – e não abriu para perguntas.

No primeiro anúncio, Temer informou que um avião da FAB estará disponível para trabalhar exclusivamente no transporte de órgãos para transplantes. A decisão foi tomada depois que o jornal O Globo publicou uma reportagem que apontou que, que em três anos, entre 2013 e 2015, a Força Aérea Brasileira recusou transportar 153 órgãos que se destinariam ao transplante.

“Não haverá mais a partir de agora essa deficiência”, disse o presidente interino, destacando que “o número é bastante significativo e preocupante”. Temer defendeu ainda que “saúde é vida” e que o fato pode parecer sem importância, mas “tem uma relevância extraordinária”.

Em um segundo anúncio, o peemedebista mandou “paralisar qualquer nomeação de empresa estatal ou fundo de pensão enquanto não for aprovado o projeto de lei que dispõe sobre estatais”. Segundo ele, preferencialmente as indicações devem ser pertencentes aos quadros das próprias empresas estatais”.

Temer nada comentou sobre a acusação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que Henrique Alves se beneficiou do esquema de corrupção da Petrobras investigado na Operação Lava Jato. O presidente interino decidiu manter o ministro no comando do Turismo, apesar da denúncia.

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Temer quer avião permanente à disposição para transporte de órgãos

Yara Aquino e Paulo Victor Chagas* – O presidente interino Michel Temer anunciou hoje (6) que vai determinar à Aeronáutica a manutenção permanente de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) à disposição para o transporte de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para transplante.

De acordo com Temer, que fez breve pronunciamento à imprensa há pouco, no Palácio do Planalto, as informações de que não havia uma aeronave exclusiva para este fim causa “tristeza cívica” e o número de órgãos que deixaram de ser transportados é “preocupante”.

Ele informou que assinou, em concordância com a Aeronáutica, um decreto que será publicado nesta terça-feira (6), determinando que “se mantenha permanentemente um avião no solo à disposição de qualquer chamado para transporte desses órgãos”

Matéria publicada ontem (5) pelo jornal O Globo, diz que entre 2013 e 2015 a FAB deixou de fornecer aviões para o transporte de um total de 153 órgãos, como corações, fígados, pulmões, pâncreas, rins e ossos, que se perderam por conta das negativas de transporte.

De acordo com o jornal, nos mesmos dias em que ocorreram recusas de transporte de órgãos, a Aeronáutica atendeu a requisições de voos para ministros do Executivo e presidentes da Câmara e do Senado. O levantamento foi obtido pelo O Globo com base na Lei de Acesso à Informação.

“Ou, ainda, se for para transportar paciente para local onde está o órgão. Não haverá mais, a partir de agora, esta deficiência”, afirmou Temer.

Temer paralisa nomeação de diretor e presidentes de fundos de pensão e estatais

Wellton Máximo – Michel Temer também mandou paralisar todas as nomeações para diretorias e presidências de empresas estatais e de fundos de pensão, enquanto a Câmara dos Deputados não aprovar os projetos que limitam as indicações a pessoas com qualificação técnica. Em declaração à imprensa, ele informou que esperará a votação das propostas, prevista para ocorrer ainda esta semana.

Aprovados pelo Senado em abril, os projetos – um para as estatais e outro para os fundos de pensão – determinam que as nomeações de diretores, membros do conselho deliberativo e de presidentes desses órgãos e empresas sigam critérios técnicos, de preferência com pessoas do próprio quadro. Temer informou que, ontem à noite, falou com líderes da Câmara, que lhe informaram que o Plenário da Casa vote as propostas amanhã (7) ou quarta (8).

De acordo com o presidente interino, as nomeações segundo critérios técnicos ajudarão a limitar os gastos públicos e a tornar mais eficientes a gestão das estatais e dos fundos de pensão. “Se conseguirmos aprovar os dois projetos ainda esta semana, teremos dado um passo na configuração daquele propósito que expressamos em pronunciamento que anteriormente fizemos”, declarou Temer.

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