Trabalhador tem até hoje para contestar auxílio negado; confira

Ideia do governo é negociar com o Congresso um valor menor, entre R$ 200 e R$ 300 (Foto: Reprodução)
Nova rodada do programa assistencial começou a ser paga no dia 6 de abril (Foto: Reprodução)

Governo também manteve a cobrança de auxílio indevido por SMS após 2% de sucesso

Os trabalhares que tiveram a segunda parte do auxílio emergencial negada têm até o dia 12 de abril para contestar a decisão. De acordo com o Ministério da Cidadania, primeiro é necessário verificar o status do benefício, através do site do Dataprev, e posteriormente entrar com a contestação no mesmo site.

A página traz em seu corpo um ícone “Solicitar contestação”, informando o motivo da negativa. Após clicar neste botão, é perguntado se o beneficiário deseja mesmo apresentar a contestação e, quando confirmar, a contestação será enviada para avaliação da Dataprev.

Os motivos que permitem contestação, em geral, são erros em informações do cadastros. Qualquer tipo de dado incorreto, como residência no exterior, vínculos empregatícios ou erros na idade podem acabar resultando na negação do auxílio emergencial.

A nova rodada do programa assistencial começou a ser paga no dia 6 de abril, dividido em quatro parcelas, com  valor médio de R$ 250.

Governo mantém cobrança de auxílio indevido por SMS após 2% de sucesso

O governo federal decidiu reutilizar a estratégia de enviar mensagens SMS para cobrar a devolução do dinheiro de quem recebeu o auxílio emergencial de maneira indevida, mas após a taxa de sucesso de apenas 2,4% na primeira etapa do programa, quando 30,3 mil pessoas das 1,2 milhões de pessoas que receberam a mensagem devolveram o valor.

Desta vez, 2,38 milhões de mensagens devem ser enviadas, divididas em dois lotes. Não foi informado quanto foi pago a essas pessoas, nem quanto o governo federal espera recuperar. Da primeira vez, foram recuperados R$ 47 milhões, ante expectativa de reaver R$ 1,57 bilhão.

Entre as pessoas que receberam as mensagens na primeira leva, estavam cidadãos com renda superior ao limite previsto nas regras do programa, aposentados, beneficiários do INSS, servidores públicos civis e militares, além de detentos do regime fechado. À época, o governo não explicou o porquê dos servidores da União terem seus cadastros aprovados.

Por fim, de acordo com um ofício do Ministério da Cidadania obtido pelo portal G1, a pasta considera a medida como uma “estratégia de sucesso”, e que o custo operacional representa 0,14% ao que foi recuperado até o momento.

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