Os manifestantes pró-Bolsonaro chegaram cedo à Esplanada dos Ministérios em Brasília: pouco depois das 22h, diversos vídeos já circulavam nas redes sociais mostrando que os apoiadores do presidente – os que ainda insistem em apoiá-lo, apesar do caos no país – tiveram acesso livre à Praça dos Três Poderes.
A barreira policial montada, supostamente, para barrar o acesso deles, foi aberta sem nenhum tipo de dificuldade, como mostram vídeos dos próprios manifestantes, postados em diferentes aplicativos.
Enquanto eles seguem “entre si”, o ato é pacífico. A única violência é o atentado contra o bom-senso, a justiça social e a democracia.
No entanto, de acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, essa paz talvez esteja com as horas contadas: os atos pró e contra e Bolsonaro, em Brasília, estão previstos para acontecer a apenas 3km de distância, segundo informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PM/DF): um ato terá concentração da Esplanada e o outro no Plano Piloto.
Ainda de acordo com o divulgado pela PM/DF, 5.000 homens foram destacados para garantir que não haja confronto entre as duas militâncias.
No entanto, o histórico do comportamento das PM em todo país, nas manifestações contra e a favor de Bolsonaro levanta sérias dúvidas de qual será o real papel da polícia neste 7 de Setembro: em todas as manifestações recentes, cidadãos à favor do governo Bolsonaro foram praticamente ignorados, enquanto militantes contrários ao presidente, mesmo em atos pacíficos, foram agredidos, espancados, mutilados e presos. Um dos casos mais bárbaros aconteceu no Piauí, no início do ano, quando até quem não estava na manifestação acabou sendo alvejado pela PM, apenas por vestir vermelho.
Até o momento, tudo é especulação, mas se o passado recente se repetir, 7 de setembro de 2021 poderia entrar para a história como um dia sangrento, na capital nacional. E com o aval do presidente da República, que aparentemente não enxerga cidadãos, mas apenas súditos, aliados e inimigos.
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