Com o número absurdo de mortes causadas pelo SARS-COV-2, vírus causador da Covid-19, que já passa de 170.000 no Brasil e de 1,4 milhões de pessoas no mundo, a vacina tem se tornado cada dia mais uma esperança de proteção e a possibilidade de retomar uma vida normal. Mas, uma vacina que fique pronta ainda este ano seria segura?
Na opinião do pastor Alan Capriles, não.
Em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, com mais de 71 mil visualizações, o pastor explica porque não acredita na confiabilidade de um produto feito ‘à toque de de caixa’. “Uma vacina precisa de 10 anos de teste. Com muito foco, digamos assim, por parte dos cientistas, levaria no mínimo 5 anos para que uma vacina pudesse ser testada o suficiente em seres humanos para que se pudesse ter certeza que não trará efeitos colaterais”, aponta ele.
Ainda de acordo com o líder cristão, há outro agravante. Segundo ele, laboratórios desenvolvedores das vacinas “estão se propondo vender a vacina desde que os governos que as comprem assinem um termo de isenção de responsabilidade por parte do laboratório caso aconteça um efeito colateral grave”.
Vacinas no Brasil
De acordo com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), dentre os vários projetos de desenvolvimento de vacina espalhados pelo mundo, dois contam com acordos para serem produzidas no Brasil pelos dois maiores produtores de imunobiológicos do país, caso se comprovem eficazes. Um deles é a vacina desenvolvida através de uma parceria entre a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca, no Reino Unido, que será produzida pela Fiocruz; o outro é o projeto da Coronavac, em estudo pela empresa Sinovac, na China, que tem acordo de produção com o Instituto Butantan.
As duas estão na fase de testes em humanos, chamada de fase 3, e contam com milhares de voluntários no Brasil e no mundo. A fase 3 de teste busca identificar a eficácia da vacina, o nível de proteção, a ocorrência de reações adversas e a gravidade delas. Após especialistas apontarem falhas no estudo da AstraZeneca, a Coronavac parece ser a vacina mais próxima de ser produzida e utilizada no Brasil: a previsão é que os estudos conclusivos da fase 3 sejam entregues à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início de dezembro.
Ambas estudos começaram no meio da pandemia, ou seja, têm menos de seis meses.
“Essa é uma decisão pessoal. Nós decidimos não tomar a vacina, em primeiro lugar, porque ela não passou pelo período de tempo necessário para que os testes avaliem que seja uma vacina realmente segura para o ser humano. Aqueles que tomarem uma vacina feita com menos de 5 anos de testes são cobaias. E eu não quero ser cobaia, considera Alan Capriles.
Para aqueles que compartilham da mesma fé, o pastor dá ainda um segundo conselho. “Caso você seja realmente obrigado a tomar essa vacina, que você ore antes e peça pela misericórdia de Deus que se cumpra na sua vida a palavra do Senhor em Marcos, 16-16,17 e 18, onde o Senhor diz que aqueles que nele creem, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal algum”, relembra. “Ore a respeito e não faça nada que você não sentir paz no seu coração. Que a paz de Deus no seu coração venha arbitrar sobre esse assunto”, conclui ele.
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