
Dizendo-se surpreso com a notícia que dá conta de que o Ministério Público Estadual, através da 7ª Promotoria de Justiça Criminal de Camaçari, que tem como titular Everardo José Yunes, pediu sua prisão, o presidente da Câmara de Vereadores de Camaçari, Oziel Araújo (PSDB), conforme publicação do site Bahia no Ar, disse que é “inocente das acusações” e que não será preso.
Apesar do que diz o Diário Oficial do município de Camaçari, peça do processo, que indica que o presidente da Câmara demitiu e recontratou funcionários na mesma data das demissões e para os mesmos gabinetes e cargos, tendo como diferente apenas o aumento dos salários, que o promotor acusa que era repassado para os vereadores, conforme consta na peça de acusação do MP, Oziel disse que “quem decide sobre a prisão é o judiciário baiano. Eu não serei preso, tenho plena consciência de que não cometemos crime, e confio na justiça”, depois do clamor popular.
No entanto, no documento do MP, (Autos de nº 590.9.134138/2017) que chegou à redação do Camaçari Fatos e Fotos (CFF), além de vasta documentação que teria embasado a denúncia, consta o depoimento de uma servidora, nominada no documento como Luciene Ferreira, que teria procurado a promotoria, em 14 de dezembro último, e “noticiado, conforme as fls. 454, que o valor recebido a mais por esses funcionários comissionados é repassado aos seus respectivos vereadores visando “compensar” a obrigação da redução dos subsídios pela já mencionada ordem judicial”, o que se refere à suspensão do aumento autoconcedido aos parlamentares, prefeito, vice prefeito e secretários, no final do ano passado, suspenso pela justiça.
Todos os envolvidos, vereadores e servidores citados na denúncia, num total de 35 pessoas, devem ser citados para depoimento.
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