Foi aprovada na Câmara de Vereadores de Camaçari, nesta terça-feira (10), por 12 votos a 03, a Indicação de número 720/2021, de autoria do vereador Herbinho (PSL) que pede a implementação de sistemas de estacionamento de alta rotatividade em vias públicas de Camaçari.
A proposta foi encaminhada na para apreciação do prefeito Elinaldo Araújo (DEM), que poderá decidir pela aceitação ou rejeição da mesma. No entanto, o fato de toda base aliada ter votado a favor do pleito já é um indicativo de qual seja a opinião de Elinaldo.
Redundante
A proposta, na verdade, pede que a Lei Municipal No 305/2010 seja colocada em prática. É essa lei – nunca aplicada, em 11 anos de existência – que disciplina a criação das áreas popularmente conhecidas como Zona Azul na cidade.
Segundo o defensor da indicação, um número significativo de pessoas estaria deixando de ir ao centro da cidade por causa da dificuldade de estacionar. Ainda de acordo com o parlamentar, o objetivo seria promover o ordenamento do trânsito e melhorar os problemas de deslocamento no centro da cidade.
Fuga do centro
“Precisamos solucionar esse gargalo que é a questão do estacionamento na nossa cidade. Essa é uma demanda tanto dos nossos comerciantes como dos cidadãos que utilizam e frequentam o comércio local. A zona azul garantirá o ordenamento e a cobrança com preço justo para todos, além de permitir que o comércio se desenvolva e a economia se fortaleça”, argumentou, Herbinho, sem citar nada sobre como a construção de um shopping e a oferta de produtos e serviços em um ambiente mais atrativo e confortável também contribui para reduzir as idas ao centro da cidade.
Dinheiro
Entre os opositores da ideia, o vereador Dentinho do Sindicato (PT) destacou o impacto financeiro que a criação da Zona Azul poderia gerar no bolso da população. “Entendo que esse não é o momento para efetivar uma ação que vai gerar custos para a população. Estamos em um cenário de pandemia, com a economia comprometida e com número grande de desempregados na nossa cidade. Não é o momento para pensarmos em criar mais um custo para nossa população”, argumentou.
Com um discurso mais neutro, o vereador Gilvan Souza (PSDB), encarou a indicação como um pontapé (não tão) inicial para que o tema entre na pauta de debates da Câmara. “Acredito que essa ideia deva ser contemplada em uma ação mais completa que pensa a cidade a partir de um ordenamento de trânsito e transporte, por exemplo. Ela faz parte do processo de pensar e efetivar de maneira mais adequada a licitação para o serviço de transporte público da cidade”, opinou.
Agora, caberá ao prefeito decidir o que fazer. Aguardemos.