Três seguranças foram mortos no final da tarde de segunda-feira (06), no estacionamento do Estádio de Pituaçu, quando chegavam para fazer a segurança do ensaio da banda Harmonia do Samba, intitulado “Melhor Segunda-feira do Mundo”. Eles eram trabalhadores terceirizados.
Geraldo Mota Cunha e Derivaldo Rocha dos Santos, 34 anos, foram baleados e depois tiveram os corpos queimados pelos atiradores, morrendo no local. Márcio Rogério Bandeira foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu e morreu a caminho do hospital.
Segundo testemunhas, dois homens com fardas do Exército e rostos pintados de verde estavam no local aguardando as vítimas. O delegado José Bezerra, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que os seguranças haviam acabado de chegar pela passarela para trabalhar no evento quando aconteceu o crime.
Os autores dos disparos fugiram em um veículo Gol, mas antes atiraram em um transformador na saída do estacionamento, deixando o local às escuras. A interrupção do fornecimento que ocorreu por volta das 17 horas, sendo corrigida gradualmente e inteiramente normalizada às 19h34.
Após o crime, a assessoria do Harmonia do Samba informou que o ensaio seria cancelado. Com a confusão e princípio de incêndio, ambulantes perderam mercadoria e tiveram um grande prejuízo com a não realização do evento.
Suspeitas
Informações não confirmadas pela polícia dão conta de que os seguranças foram vítimas de um crime de vingança. O crime teria relação com a agressão de um homem durante o ensaio da semana passada. A suposta vítima da agressão (que teria acontecido no dia 30), morreu dias depois. Este homem seria um traficante conhecido como Bolsa, da localidade do Boqueirão e os comparsas teriam se reunido para vingar a morte.