Sai a promessa que não se cumpriu, entra a promessa que se cumprirá?

Desejamos sorte na vida ao que não fez, e sucesso na gestão ao que promete fazer (Foto: Montagem | CFF)
Desejamos sorte na vida ao que não fez, e sucesso na gestão ao que promete fazer (Foto: Montagem | CFF)

Era “pra fazer muito mais”. Seria um governo de continuidade, com maioria na bancada da Câmara e intimo conhecimento técnico sobre a máquina. Foi a esperança de limite nos gastos, perfil técnico, gestão focada nos serviços públicos e atender as demandas da cidade. Poderia, queria, seria…  Mas, não foi.

E agora, encerrando os quatro anos de mandato do prefeito Ademar Delgado (sem partido?), todas as promessas e esperanças dedicadas junto com os 55.680 mil votos que o consagram prefeito em 2012, serão apenas uma vaga lembrança do que poderia ter sido, e uma forte lembrança do que não foi. Afundado em dívidas, demissões, falta de investimentos e cortes em ações sociais, o prefeito que trazia viva a esperança de dias melhores ganha fácil a indicação de “pior prefeito da história de Camaçari”. Desbancando a desastrosa gestão do jovem prefeito Caetano em 2005 e os males da era Helder, a avaliação negativa do governo Ademar supera toda e qualquer rejeição política já vista na cidade.

O início morno com um secretariado que não falava a mesma língua – tão pouco traduzia o perfil do gestor – e os efeitos da crise financeira foram apenas a marola antes do grande ‘começo do fim’ que foi o rompimento e a divisão do Partido dos Trabalhadores, derrubando de vez a unidade da gestão e afastando importantes quadros.  Daí em diante, ressentimento, perda de controle e a sensação constante de ‘conspiração interna’ azedou de vez o relacionamento dentro e nos arredores do Centro Administrativo.

A blindagem em torno do gestor e incapacidade de ouvir críticas criaram no imaginário popular um personagem cruel e perverso, que a sangue frio cortou benefícios e governou ao bel prazer das suas conclusões. Não é verdade. Mesmo rodeado de bajuladores, na maior parte do tempo, ele se sentiu e esteve só. Acreditem, ele sentiu os impactos, a raiva e o rancor de ex-companheiros e populares que nutrem ódio pela figura até o que o dia 31 representa. Tanto, que agora o moço está na contagem regressiva pela chegada de 2017, conforme ‘amigos’.

Entre amigos e aliados ele não faz segredo: afirma que foram os quatro piores anos de sua vida! O homem não vê a hora de passar a caneta para o próximo prefeito e “voltar a liberdade”, está doido para chegar o dia 31. E, cá entre nós, a cidade também. Muitas são as hipóteses para as falhas dessa gestão, mas o que todos esperam é que pior não fique. Mais uma vez nos vemos olhando para um futuro com alguma esperança.

Como resultado da opera, neste sábado, dia 31 de dezembro, sai a promessa que não se cumpriu. E entra a aposta… Que se cumprirá?

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